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 Andorra Agosto 1984 
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Mensagem Andorra Agosto 1984
1º Dia Anadia - Valladolid

Em Agosto de 1984 (parece que foi ontem), decidi acompanhar um grande amigo de Anadia, em plenas férias do serviço militar de ambos, a Andorra em moto.
Este amigo tem um stand de motos e queria ir a Andorra, para além do passeio, para procurar peças para restaurar uma, já neo-clássica na altura, Suzuki GT 250.
Como ele tinha aptidões mecânicas o plano era simples: Comprava as peças muito mais baratas, montava-as lá e vinha com a moto já restaurada de mecânica.
Fui dormir a casa dele para que saíssemos cedo. Como fomos para os copos nessa noite, acordar cedo, foi mentira. Acordámos às 10horas e ele na 250 e eu na minha saudosa Suzuki ER 125 Azul arrancámos virados a Andorra. A coisa prometia.

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Como não havia qualquer IP nem Auto-estradas lá seguimos pelo Luso, Santa Comba, Viseu, Mangualde, Celorico da Beira, Porto da Carne, Guarda, Vilar Formoso e Ciudad Rodrigo onde comemos as duas rações de combate que trouxéramos da "guerra". Estava um calor infernal. Decidimos mais à frente poupar as nossas montadas que, por serem arrefecidas a ar aqueciam bastante e, a partir daí, rolar quando estivesse mais fresco. Parámos para refrescar e descansar em frente a uma “quinta” com uns cedros sombrios e muros altos em pedra. Ali também estava parado um pequeno camião, transformado em auto-caravana com um contentor/escritório (vêem-se agora à porta dos prédios em construção), que não pegava. Solicitados, puxamos pela nossa solidariedade motard e toca a empurrar. Por isso fomos presenteados com uma deliciosa melancia pelo simpático casal espanhol. Enquanto empurrávamos passamos pela porta da “quinta” que afinal se revelou um cemitério pelo que comemos a melancia e ala para Valladolid onde dormiríamos. Longe vá o agoiro.
Chegamos tarde ao parque de campismo pagamos 600 pesetas para dormir umas horas. Montada a tenda, quase meia-noite, ao fundo as mochilas, capacetes em cima. Por volta das cinco da manhã o capacete do meu amigo aterra-lhe em cima da cabeça. Susto do caraças. Acordados, decidimos sair pela fresca.
Segundo dia Valladolid - Lerida

Ainda de noite, lembro-me de termos tido que parar à saída de Peñafiel (vi agora no mapa que seria este o nome, pelo trajecto que fizemos) para limparmos as viseiras de uma nuvem de mosquitos que acabáramos de “atropelar” numa zona de contentores de lixo. O pequeno-almoço foi em Aranda de Duero numa estação de serviço. Ao balcão, o empregado do cafezito aproximou-se e ficou à espera que pedíssemos. Não me apercebi. Zonzo de sono e absorto nos meus pensamentos (em português), olhava atentamente para o escaparate dos bolos quando o cotovelo do meu companheiro de viagem me chamou à terra e eu pedi:
-Uma meia de leite e um bolo “daqueles” por favor, apontando, ao que o empregado disparou com má cara: “Que quiere usted?” Lá tive que reformular o pedido em Portanhol.

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Quando o calor já era suportável rolávamos duas horas e parávamos uma para arrefecer as motos. Nas horas de maior calor parávamos. Eu tinha o “rabo” como os bebés quando andam muito tempo com a fralda molhada e os lábios em sangue de tão secos. Chegámos a Zaragoza e um relógio com termómetro, numa rotunda, marcava 19h30m e 37ºC. Estranhamente, a minha Suzuki, afinada para gasolina normal de 85 octanas, (ainda se lembram ou sou eu que já sou muito cota?) não passava dos 100 kms/h com a 95 octanas espanhola, quando aqui dava 115-120 kms/h. O meu companheiro de viagem decidiu então aumentar-lhe o débito do auto-lube para compensar a falta do chumbo que a 95 tinha. Como o “tusto” era pouco nunca entrávamos em auto-estradas. Entretanto procurávamos o melhor caminho para atravessar Zaragoza saindo na nacional, enquanto tudo nos apontava a auto-estrada. Após duas tentativas falhadas parei junto de uma berma bem funda provocada pelas sucessivas camadas de alcatrão sobrepostas e lá, enquanto discutíamos a estratégia para sairmos dali, deixei que a moto se inclinasse para o lado fundo e fui ao chão com a moto. O meu camarada já se estava a passar e eu para desanuviar o clima atirei: Oh pá, deixa coisar o cão que a cadela não é nossa.

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Chegamos a Lérida já bem tarde e dormimos numa esteira ao relento nas traseiras de uma estação de serviço para poupar no parque.


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Terceiro dia Lérida – Andorra La Vella

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Esta parte da viagem é de facto um sonho. As paisagens são deslumbrantes, contrastando com a palha amarela de quase toda a viagem até ali. Chegámos a Andorra por volta da hora do almoço.

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Numa farmácia, recomendaram-me um baton factor oito, tal era o estado dos meus lábios. Fomos às compras: dois capacetes um saco de depósito, umas Adidas, a encomenda de uma calculadora científica para outro amigo e os acessórios para a moto do meu amigo. Para grande desilusão dele só havia duas peças para a GT por serem iguais às da 500cc pois o modelo 250cc não fora comercializado em Andorra. Lembro-me que uma das peças era a bicha do velocímetro. Dormimos duas noites em Andorra.

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Em Andorra eu andava boquiaberto com as máquinas de duas rodas que em Portugal não se viam. Umas Yamaha´s XJ 1200 acabadas de lançar no mercado, num stand, deixaram-me pasmado. Porque precisaria alguém de tanta cilindrada numa moto?
Outro veículo que me deixou estupefacto foi uma scooter de três rodas (as duas atrás móveis) igual à daquele Securitas da Marina de Vilamoura.
No parque havia algumas motos. Tínhamos um “casal vizinho” francês que viajava numa Goldwing 1000cc dourada, atracada a um side-car BMW preto, do pós-guerra, que parecia a quilha de um barco. Nele viajavam os dois filhitos quase da mesma idade enquanto a mulher ia à pendura. Além capacete tipo jet, eu tinha comprado uma viseira nova para o meu AGV pelo que pus a velha em cima daquilo que me pareceu um saco do lixo encostado a um socalco. Quando o francês chegou da cidade reparei que colava, visivelmente satisfeito, com fita-cola larga a minha velha viseira a um dos capacetes abertos dos miúdos. Afinal o “saco do lixo” revelava-se a despensa do francês, à sombra do morro, que achou fantástico eu ter-me lembrado de lhe oferecer a viseira usada. Achou mais espantoso ainda termos ido numa 125 de tão longe quando descobriu que aquelas matrículas estranhas eram portuguesas. Segundo ele uma aventura comparável a um Paris-Dakar.

Regresso: Andorra – Madrid

Como o meu amigo tinha uns primos a morar em Lisboa, decidimos regressar passando por lá. Saímos de Andorra e volvidos meia dúzia de kms o meu Jet branquinho, novinho em folha, desenvencilhou-se da aranha que o aprisionava e toca às cambalhotas atrás da moto. Diagnóstico, arranhões profundos e um apoio da pala partido. Nunca mais foi o mesmo. Foi um dos primeiros Jet que vi em Portugal.

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Chegámos a Madrid ao fim da tarde e aconteceu um episódio que podia ter tido consequências graves. Numa via de quatro faixas com arbustos no separador central mas que tinha cruzamentos com semáforos o meu companheiro de viagem que seguia cerca de 50 metros à minha frente “queimou” um vermelho. Eu achei que já seria arriscar demais passar também e travei para parar. Um camião articulado que me precedia tinha, pelos vistos, ideias de passar o vermelho. Ainda tenho na memória o urro dos pneus do camião atrás de mim. Olhei para o retrovisor e já só vi uma mancha vermelha, a preenchê-lo, era a cabine. Inclinei-me todo para a direita, para a berma, e o camião passou por mim com a galera vazia meia atravessada, envolta em fumo de pneu e com a esquina a meio metro de mim. Acabei por passar o vermelho, amarelo como a cera, com a moto numa mudança demasiado alta, aos soluços e o ajudante do camionista a insultar-me do piorio de fora da janela. Foi por muito pouco.
Decidimos contornar Madrid pela circular exterior. Depois daquele susto, circular a 100 km/h com carros pelos dois lados a mais de 150 km/h era para mim arrepiante. Lá passamos por baixo da bancada do Santiago Barnabéu, onde, nesse dia, jogava o Sporting contra o Real.
Anoiteceu. Depois de uns bocadillos de jámon e a cerveza da praxe achámos que seria bom aproveitar o fresco da noite para viajar menos preocupados com a saúde das nossas montadas. Deixáramos Madrid havia cerca de 30kms quando começou a chover. Mais difícil dormir na Estalagem Estrela ou no Hotel Valeta nestas condições. Parámos numa estação de serviço que, por sorte, tinha um resguardo em chapa para fazer sombra a carros. Pareceu-nos 5 estrelas para pernoitar ao abrigo da chuva. No meio de uns carros, uma moto de cada lado e esteira ao centro. Deitados, começámos a receber uns salpicos na cara. Como não tínhamos nenhuma goteira por cima de nós aquilo parecia estranho. Tratava-se afinal de uma pinga que batia no tejadilho de um dos carros mais acima, passava por cima de outro e ainda sobrava para nós. Toca a mudar de sítio. Já devidamente instalados tivemos ainda que fazer um rego na terra com as botas para desviar uma água que teimava em incomodar-nos. Lembro-me, a meio da noite, de acordar, olhar para a estrada que ficaria a uns 15 - 20m e de estar um Guardia Civil, fora da sua moto, a olhar fixamente para nós. Virei-me para o outro lado. Não nos importunou.
Tomámos o pequeno-almoço nessa estação de serviço e seguimos para Lisboa.
Apesar da chuva no dia anterior o calor era imenso durante o dia. Distraí-me com a gasolina e tive uma pane seca. A minha moto, apesar de só gastar 4 l/100 tinha o depósito pequeno e fazia, no máximo, 180kms. Vimo-nos no meio do nada sem nenhum recipiente com que pudéssemos fazer a trasfega de um depósito para outro do precioso líquido. Depois de muito vasculhar nas redondezas lá arranjámos um copo de iogurte ou coisa do género que deu para desenrascar. Mais à frente, dei conta que o meu depósito de óleo estava practicamente vazio pois já nem aparecia no visor. Não encontrámos na bomba seguinte o Shell Two Stroke, o óleo vermelho recomendado exclusivamente pela Suzuki. Só havia uma marca qualquer espanhola (mineral e de cor verde) e óleo sintético a cerca de 1000 Pts o litro. Dada a magreza do meu Pré militar (3.000$00/mês) lá teve a Suzuki que beber verde.

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Chegámos à fronteira do meio para o fim da tarde. Lembro-vos que ainda havia fronteiras policiadas, que era preciso passaporte, tudo pagava direitos, impostos, etc. Conscientes destes excessos de zelo eu trazia as sapatilhas novas calçadas, o capacete novo na cabeça e a máquina de calcular que tinha sido bem “marralhada” em Andorra entre o depósito e o suporte do saco, num enchimento em espuma para suprir a falta de tamanho do depósito.
Foi uma tourada. O guarda fronteiriço deve ter-nos achado muito suspeitos. Dois gajos novos, de moto, a barba por fazer, os cabelos a precisarem de mudar o óleo e as calças de ganga com seis dias de uso intensivo também não abonavam em nada a nosso favor. Começaram as perguntas:
Têm alguma coisa a declarar? Não tínhamos. Os capacetes suplentes eram para as gajas? Ora abram lá as essas mochilas. Tirou tudo o que lá havia e que não passava de roupa suja a tresandar. Como não encontrou nenhuma substância ilegal, que parecia apostar que nós trazíamos, deixou-nos seguir.
Chegámos a Lisboa por volta da meia-noite e os primos dele ainda não tinham chegado. Como o meu amigo dormia lá muitas vezes por estar lá na marinha, tinha chave. Abrimos o sofá cama da sala e está a xonar. Eu estava tão esgotado que os primos chegaram às 3 da manhã e eu ainda tinha a mão no interruptor do candeeiro que desligara três horas antes.
Amigos, esta foi de facto uma viagem inesquecível e daquelas vivências que darão muito gozo contar aos netos mesmo correndo o risco de dar maus exemplos.
A esta distância algumas das circunstâncias e peripécias desta viagem podem parecer-nos inadmissíveis como: a ausência de planeamento, de equipamento adequado, de cuidado, de dinheiro, os insuficientes cuidados de higiene etc. Mas tudo isto tem que ser explicado à luz do seguinte contexto: tínhamos 22 anos de idade, eu ex escuteiro e com muitas noites ao relento, ambos no cumprimento do serviço militar onde eram rainhas as manobras e semanas de campo e nove anos após a revolução de Abril numa época em que, Portugal não vivia grandes luxos. Espero tenham conseguido viver um pouco esta nossa viagem. Destas velhas não há mais. Estive cerca de quinze anos sem moto... :stupid:
Até sempre.

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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Fabuloso! Para mim o melhor relato de viagem que já li neste fórum.
Tenho muita pena de não haver mais destas antiguinhas :D
Isso veio tudo de memória, ou há um registo escrito dessas aventuras?

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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Excelente relato de uma grande aventura, gostei imenso de ler! Obrigado! :okkk:


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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Varanda Escreveu:
Fabuloso! Para mim o melhor relato de viagem que já li neste fórum.
Tenho muita pena de não haver mais destas antiguinhas :D
Isso veio tudo de memória, ou há um registo escrito dessas aventuras?


Obrigado pelos vossos comentários. Escrevi esta crónica há uns cinco anos. Esta história foi a minha primeira grande aventura de moto e ficou bem gravada...

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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Espectáculo! Li tudo ao pormenor. Que grande aventura que devem ter tido! Lindo!
Obrigado!
:ave: :ave: :ave: :ave:

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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Nuno_Dias Escreveu:
Espectáculo! Li tudo ao pormenor. Que grande aventura que devem ter tido! Lindo!
Obrigado!
:ave: :ave: :ave: :ave:


Obrigado. Alguns de vocês devem conhecer este meu amigo pois ele tem um stand KTM em Anadia...

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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Grande viagem ja agora o teu primo não e o Moita.


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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
sid77 Escreveu:
Grande viagem ja agora o teu primo não e o Moita.


É o Quim Moita, sim mas, é "só" um grande amigo, não é primo...
O meu pai é de Anadia e andou com o pai dele na escola...

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Editado pela última vez por Rui Faria em 06 mai 2012 22:29, num total de 1 vez.



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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Tb e um grande amigo meu


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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Mto bom,

viajar pela Europa nessa altura seria muito diferente de hoje em dia,
talvez mas emocionante o facto de existirem fronteiras e outras moedas, hoje saltamos de eum pais para outro sempre a andar! , no máximo pagar um imposto ou uma portagem

:thumbsup:

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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Mais uma crónica fantástica [clap] [clap]


07 mai 2012 00:57 { SHARE_ON_FACEBOOK } { SHARE_ON_TWITTER }
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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Rui Faria Escreveu:
...
Espero tenham conseguido viver um pouco esta nossa viagem. Destas velhas não há mais. Estive cerca de quinze anos sem moto... :stupid:
Até sempre.

Podes crer que vivi um pouco da vossa viagem!
É tão bom existir estas historias.
Demonstram quanto gostamos de viver.

abr e até breve

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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Excelente Rui :okkk:

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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
como tu dizes uma história para contar aos netos, bela crónica e as fotos estao um espetáculo, brigado pela partilha :okkk:


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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
sem palavras ... :ave:


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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Que grande relato de viagem :ave:
Deve ter um gozo especial em relatar esta aventura já com largos anos em cima.
Obrigado pela partilha :thumbsup:

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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Varanda Escreveu:
Fabuloso! Para mim o melhor relato de viagem que já li neste fórum.
Tenho muita pena de não haver mais destas antiguinhas :D


x2 Numa palavra: Soberbo

Muito obrigado pela partilha :ave: :ave: :ave:

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08 mai 2012 21:41 { SHARE_ON_FACEBOOK } { SHARE_ON_TWITTER }
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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
^Muito bom mesmo e muito obrigado pelo fantástico relato! :ave:

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XT POWER!!! ;)


22 mai 2012 11:58 { SHARE_ON_FACEBOOK } { SHARE_ON_TWITTER }
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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Excelente relato! :vrumm:


22 mai 2012 21:25 { SHARE_ON_FACEBOOK } { SHARE_ON_TWITTER }
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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
De ler e reler! Fantástico!
Muito obrigado por partilhares connosco. Acho que ficamos todos mais ricos! :ave:


22 mai 2012 21:44 { SHARE_ON_FACEBOOK } { SHARE_ON_TWITTER }
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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Muito .. mesmo muito bom ...

Faz-me lembrar uma historia que o meu pai e o meu tio contam de uma ida ao Algarve alguns anos antes desta. Também eles passaram por coisas como dormir ao relento, ficar sem gasolina, esconder as motas para ir beber uns copos e depois não saber delas, etc ... enfim, aventuras que realmente já não são possiveis nos dias de hoje e que ainda hoje nos fazem rir durante os almoços de família.

Parabéns pelo relato desta experiência invejavel.


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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Isto é que foram aventuras...as do tempo em que eu nem sonhava com motos! :):):)

Parabéns! Xalente!

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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Crónica maravilhosa, de tirar o chapéu. Por essa altura, ainda nem cá andava, viria a nascer em Dezembro seguinte.

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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
[clap] Do melhor, nesta altura estava eu a entrar para a primária!!!

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Mensagem Re: Andorra Agosto 1984
Excelente relato :clapp:

Tinhas uma mota que fazia tudo, digo isto pois tive uma igual e da mesma cor.
Fiz com ela viagens espectaculares por este nosso país corri-o de Norte a Sul de Este a Oeste, o que me deixa muitas saudades desses tempos, quando se atestava o depósito com 35$00, e depois era rolar enquanto o corpo deixava, fiz várias vezes do Porto até aos Algarves directo e depois durante dois dias não andava mais pois tinha o rabo que nem me podia sentar, depois do 3º dia era só curtir indo muitas vezes ao fim do dia para o areal da Praia da Rocha dar gás sem problema com a policia nesse tempo ainda se podia o fazer, só se tinha de ter cuidado com os poucos turistas que andavam ao fim da tarde pela praia.
Bons tempos.......


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