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 Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marrocos 
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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
lisinha Escreveu:
Uaauhh! Que delicioso relato marroquino com sotaque açoreano! :clapp:
Bruno, Paulo, Vitor e Francisco felicito-vos pela iniciativa desta grande aventura! E partilho convosco aquela Grande Emoção de pisar pela primeira vez o chão africano. Neste caso Marrocos, com as suas burcas, o chá e o tão misterioso deserto. Fico à espera do desenrolar desta aventura, que espero tenha terminado bem.


Obrigado Lisinha :okkk:
Próximos episódios para breve (o tempo está curto) :unibrow:

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Bruno Botelho
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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
CONTINUAÇÃO

9 de Outubro: Tineghir - Ouarzazate

Após um dia muito bem passado por Tineghir, onde o ponto alto foi mesmo as Gargantas do Todra e Dades, eis que chegamos ao dia 9 de Outubro, dia que marca mais um ponto de viragem na nossa viagem, ou seja, o regresso.
No entanto, não estamos a falar de um regresso literal, visto que restava-nos mais alguns dias, mas é a partir deste dia que começamos a virar o guiador no sentido do regresso.
Assim sendo, para o dia 9 de Outubro estava reservado uma deslocação na ordem dos 200 kms, entre Tineghir e Ouarzazate.
Entre estes 2 pontos esperava-nos grandes cenários, essencialmente de montanha, com uma subida considerável em altitude, e passagem pela aldeia situada no ponto mais elevado de Marrocos, Agoudal. Estamos a falar numa altitude na casa dos 3.000 metros.
A cereja em cima do bolo seria a tão desejada pista de Agoudal, que nos levaria até Msemrir. Uma pista na qual tínhamos muitas indicações de que valeria a pena em todos os sentidos. Estávamos expectantes!!!
Antes da partida, o Mr. Rashid e companhia preparou-nos um belíssimo pequeno almoço, deixando-nos uma vez mais impressionados com o seu serviço. A Palmeraie Guest House é mesmo recomendável!

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O ambiente e envolvência da Palmeraie Guest House é muito convidativo.

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Hora de ir buscar as motas e prepará-las para a viagem do dia:

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Ainda tivemos oportunidade de distribuir alguns brindes às crianças locais, despedimo-nos e siga!

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Último olhar sob este bonito local, que valeu bem a pena, especialmente pela nossa escolha na estadia:

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Foi inevitável voltarmos a passar pelas Gargantas do Todra, visto que ficava no nosso caminho para Agoudal. Foi mais uma oportunidade para rever esta bonita zona.

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Passadas as Gargantas, os quilómetros que se seguiram foram uma maravilha, porque reseervou-nos uma estrada de montanha fantástica, esculpida na rocha e a contornar montanhas de uma grandiosidade notável.
Um trajecto realmente formidável para qualquer motociclista, imperdível!

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Ao longo desta viagem deparamo-nos com alguns turistas a viajar por Marrocos de bicicleta. Uma forma original, que requer mais esforço e um planeamento diferente. Acho que de bicicleta deve ser uma grande aventura, mas apenas acessível a alguns.

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A partir de uma certa zona, deixamos de estar “dentro” da montanha e passamos para os grandes espaços, ou seja, as montanhas continuam lá, mas como já nos encontramos a uma altitude superior, tudo parece mais amplo, grande e quase sem fim. É, realmente, um território vastíssimo.

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Os 2.000 metros de altitude já eram.

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Rectas longas, espaço amplo e vento na cara, todas as razões para voar baixinho:

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Acima dos 2.000 metros de altitude já era notório que o ar era mais rerefeito, ou seja, mais pesado. Nada que dificultasse ou impedisse a respiração, mas a diferença era notável. Até as motas sofreram com este facto, porque a mistura do ar com a gasolina não fica a ideal. Uma vez mais, nada que impeça a progressão, há apenas um decréscimo de potência, mas nada de transcedente.

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Este trajecto de montanha proporciona tanta beleza e grandiosidade, que as paragens tornam-se obrigatórias.
Uma imensidão fora de série!

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Já próximo de Agoudal, surgiram mais algumas zonas verdes que, curiosamente, pareceu-nos não possuir qualquer curso de água, como um rio. Algum truque terão para manter estes campos com algum verde.

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Próxima paragem - Agoudal!

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Chegando a Agoudal:

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Ao chegarmos a Agoudal, deparamo-nos com uma aldeia um pouco despovoada, sem qualquer tipo de vida comercial e muito silenciosa. Foi um contraste total com as outras aldeias que tínhamos visto até ao momento, onde imperava sempre muitas pessoas nas ruas, muita movimentação de veículos e animais e muita actividade comercial

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Visto que tínhamos em mente distribuir presentes em Agoudal, dada a sua localização mais remota e rural, aproveitamos para distribuir os presentes numa zona mais central da aldeia, onde encontravam-se algumas crianças e adultos.

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Ao contrário de outras zonas, as crianças tinham uma atitude mais calma no acto da recepção dos presentes, dirai mesmo quase inanimada e sem alegria. Estas crianças transmitiam uma imagem de pobreza misturada com alguma tristeza, causando alguma impressão e a inevitável pena.

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É mais uma daquelas zonas em que a vida é difícil e oferece poucos motivos para sorrir. São estes episódios que vamos vivendo e testemunhando, que nos provocam uma forte reflexão acerca de todas as comodidades que temos na nossa terra e à nossa disposição, e que por vezes não damos valor ou exigimos mais.
Aqui sobreviver já é uma aventura, não fica muito espaço para exigências e ambições. Dá que pensar…
Posto isto, fizemo-nos à pista de Agoudal, que era já ali na esquina, a qual nos iria levar até Msemrir. Tal como referi, as nossas expectativas eram elevadas, porque as opiniões que tínhamos recolhido apontavam para uma pista com vistas fantásticas, ao nosso jeito e à medida das nossas montadas.
E lá entramos, onde os primeiros kms revelaram um single track amplo, de piso duro e a permitir um ligeiro. Uma pista que convidava a enrolarmos um pouco mais o acelerador.

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Mesmo na pista, a altitude estava sempre a rondar os 3.000 metros de altitude. Fantástico!

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Esta pista não era daquelas sempre a direito, pelo contrário, era sinuosa e a partir de certa altura reservou algumas surpresas expectáveis, sob a forma de algumas pedras soltas, ou mesmo pedras quase enterradas, mas com apenas uma pequena parte à mostra, tipo bico. Neste cenário, todos os cuidados são poucos, não só no sentido de evitar um possível tombo na pedra solta, mas também as tais pedras quase enterradas que podem furar um pneu.

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Cruzamo-nos com vários pastores e animais, incluindo burros bem carregados. Numa das vezes que cruzamo-nos com burros carregados, estava eu parado à espera que passassem, um deles passou muito próximo, levando a que a sua carga, tipo arbustos, roçasse em mim e na mota, levando a que eu quase caísse para o chão.
Enfim, fazer o quê???

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À semelhança de outros cenários em Marrocos, esta pista parecia não ter fim, tal a sensação de imensidão que transmitia.

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Mesmo carregadas com malas, qual quer uma das motas mostrou um desempenho excepcional, devorando todos os kms da mesma com grande à vontade. Além disso, os nossos índices de confiança estavam no seu melhor.

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Encontramos as ruínas daquilo que em tempos deveria ter sido uma pequena povoação:

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Paragem para petiscar qualquer coisa:

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Na paragem que realizamos, testemunhamos a ocorrência de uma espécie de pequeno tornado. Surgiu do nada e a sua formação era basicamente de pó e terra da pista. Ainda consegui apanhar qualquer coisa em foto:

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Após este momento especial da natureza, continuamos a explorar a pista de Agoudal.

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A certa altura, Eu e o Vítor “apertamos” um pouco mais o ritmo, só mesmo para nos divertirmos um pouco, deixando o Miranda e o Francisco um pouco mais atrás. É como disse, esta pista convidava a isso, mesmo com algumas pequenas irregularidades típicas.

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No entanto, acabamos por entrar uma parte mais escarpada e em jeito de precipício, cujo single track ficava bem mais estreito e com pouco espaço para erros. A partir de aqui encontramos igualmente cenários indescritíveis em termos de paisagem, o que nos obrigava a redobrar a atenção, porque as distracções tornavam-se fáceis de acontecer.

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Em Agoudal haviam imensas ovelhas:

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Esta pista era realmente linda, mas o facto de ser estreita e com várias escarpas fazia-me confusão, ou seja, pensava numa situação de 2 automóveis em direcções opostas, como fariam? Provavelmente um teria de recuar, mas até encontrar uma zona larga para ambos passarem, ia ter de andar muito.


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Estas montanhas e escarpas são qualquer coisa de grandioso e tornam impossível apreciar outra coisa.

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As fotos da praxe:

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Os últimos kms da pista foram em sentido descendente e com uma maior sinuosidade, obrigando a cuidados redobrados, porque aqui os excessos podiam pagar-se caro, porque estávamos rodeados de precipícios e sem forma de os evitar em caso de, por exemplo, uma travagem ou curva mal calculada.
Mas apesar disso, a envolvência e as paisagens não deixavam de ser altamente tentadoras ao nosso olhar. O melhor mesmo era parar, observar e depois continuar.

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E com o este final em forma de descida, terminamos a travessia da pista de Agoudal.
Bem, foi com muita pena nossa que a mesma terminou, porque estávamos a adorar, não só pelo trajecto muito particular e de grande beleza paisagística, mas também pelo gozo que o fora de estrada nos proporciona. A vontade era de nos fazermos a outra pista, que por acaso até havia ali perto, mas, uma vez mais, havia a questão da autonomia e distância ainda a percorrer até ao nosso próximo ponto, Ouarzazate.
A pista tinha acabado, mas voltamos a fazer o gosto ao fora de estrada, atravessando algumas localidades com piso sem asfalto.

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Dado que ainda tínhamos em nossa posse alguns presentes, voltamos a parar em mais uma pequena aldeia para distribuição dos mesmos. Como curiosidade, ainda me lembro de estarmos a passar, e haver um grupo de crianças a fazer uma pequena festa pela passagem das motas. Assim que paramos, fugiram todos para as casas mais próximas e esquinas, vigiando de forma desconfiada a nossa paragem.
Chamamos estas crianças, e as mesmas ainda demoraram um pouco até ganharem alguma coragem para saírem dos seus esconderijos improvisados e virem até nós.
Notamos uma caminhada desconfiada em nossa direcção, a qual rapidamente tornou-se mais confiante á medida que mostrávamos que tínhamos prendas para oferecer.
Mas para nosso espanto, assim que estendíamos a mão com a prenda, as crianças estendiam a sua mão, mas com a mesma a tremer. Entre o estender tímido e tremer da mão, apenas diziam “merci monsieur, merci“.

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Bem, isto fez-nos cá uma impressão…, estavam cheias de medo de nós. Apesar de não entendermos o porquê, respeitamos e mantivemos sempre um comportamento calmo e com movimentos suaves, de forma a não provocar receios.
Tudo acabou por correr bem e assim que nos preparávamos para partir, acabaram por manifestar um comportamento mais à vontade e de alegria. Ficamos bem mais satisfeitos.

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Isto de andar de mota também dá fome, portanto, paragem para almoço:

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A escolha recaiu na omelete berbere, que estava uma delícia.
São servidos???

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Votando à estrada, mas agora concentrados em chegar a Ouarzazate, o trajecto voltou a ser dominado pelas paisagens de montanha, onde as também muitas rochas dominam o nosso campo de visão.

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Desta vez apenas voltamos a pisar fora de estrada esporadicamente, mas mesmo perante estradas de asfalto, todo o cuidado é pouco, porque nesta zona praticamente não existem rails de protecção. A segurança começa na nossa concentração.

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Infelizmente, parecia que uma vez mais iríamos navegar à noite.

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E lá chegamos a Ouarzazate, praticamente de noite e onde o GPS foi uma ajuda preciosa na procura do nosso local para pernoitar.
Ficamos em mais uma espécie de guest house, cujo acesso duvidoso parecia guiar-nos até uma zona deserta e estranha. Mas o GPS estava certo, e encontramos o Riad Dar Al Aafia:

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A rotina desta ocasião do dia é sempre a mesma, check-in, despir a roupa suja, duche e o tão desejado jantar,
Esta rotina torna-se automática em pouco tempo!
Na chegada ao Riad Dar Al Aafia, tínhamos à nossa espera 2 simpáticas senhoras, a proprietária, a Valérie, e uma senhora local, cujo nome não fixei.
A senhora Valérie fez questão de nos mostrar todos os cantos da casa e fez-nos companhia durante alguns minutos, falando um pouco de si, da sua vida e de Marrocos em geral. De uma simpatia muito agradável e que cai sempre bem num grupo de viajantes exaustos.

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Como sempre, esperava-nos um belíssimo jantar:

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Após o jantar, era hora do merecido descanso, ou seja, dormir. A conclusão do dia podia resumir-se a uma palavra, FANTÁSTICO!
De facto, este dia de viagem proporcionou-nos momentos inesquecíveis e fantásticos, como as paisagens maravilhosas e de uma imensidão descomunal, assim como a pista de Agoudal, que foi a melhor que experimentamos na nossa viagem.
Contudo, também foi um dia de sentimentos mais delicados, com a pobreza das crianças de Agoudal a causar-nos alguma impressão e pena. Se estivesse ao nosso alcance, faríamos de tudo para melhorar as condições de vida destas crianças e arrancar um sorriso das mesmas. A vida não é justa, ponto final!
Para o dia seguinte esperava-nos uma deslocação até Marrakech, com passagem por Ait Ben Haddou. Mais um dia que prometia muito.

CONTINUA

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Bruno Botelho
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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
:hello: :ave:
Que relato!!!! Obrigado pela partilha. Parece que estive lá!

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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
Que maravilha! :pop) :pop) :pop)
Apetece estar já lá, espero conseguir ir em Abril do próximo ano, mas com um relato destes dá ainda mais vontade que chegue depressa.

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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
Magnifico!
:pop) :pop) :pop)


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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
Belo!

Que vontade de partir!

:music: :music: :music: :music:

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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
Olá
Fiz esta pista em sentido inverso em 2011. As vistas são fabulosas, a pessoa fica sem saber se olha para a estrada ou para a paisagem... :vrumm:

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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
Que espectáculo. :okkk:


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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
Fiquei a babar com essa pista :okkk:


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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
CONTINUAÇÃO

Marrocos 2013 - 10 de Outubro: Ouarzazate - Marrakech

O dia 10 de Outubro marcava o nosso último grande dia em Marrocos, ou seja, seria o último dia verdadeiramente turístico e interessante do itinerário da nossa viagem
Nem queríamos acreditar que já estava a acabar, porque estava a ser uma viagem muito boa e a despertar em nós uma crescente vontade de continuar. Era mesmo só telefonar para casa e informar: “querida, aconteceu um imprevisto, temos de continuar por mais algumas semanas, porque caso contrário entro em depressão” :-)
Enfim, era bom, mas há vida para além de Marrocos, motas e viagens ;-)
Para este dia estava programando uma deslocação que nos levaria de Ouarzazate até Marrakech, durante 200 e poucos kms. Uma vez mais, uma distância acessível e a permitir uma deslocação mais relaxada e a aproveitar tudo o que de melhor este percurso tinha para nos oferecer.
Tal como nos dias anteriores, o dia começou com um pequeno almoço bem ao nosso jeito, ou seja, com bastante para comer:

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Enquanto nos preparávamos para a nossa saída, ainda tivemos tempo para apreciar um pouco o Riad Dar Al Aafia, cuja simplicidade torna-o num espaço verdadeiramente apetecível.

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Uma pintura que representa a realidade que conhecemos nestes dias, e que tão boas recordações estava a deixar:

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Outros colocavam a sua pintura de guerra:

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Antes de nos despedirmos em definitivo, ainda ajudamos a fechar o portão da garagem, que teimava em dificultar a vida à funcionária:

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Acenamos em jeito de despedida e fizemo-nos à estrada!

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O nosso itinerário começou por nos guiar por estradas locais e por algumas pequenas localidades, cuja travessia não ofereceu quase dificuldade nenhuma, ou seja, a movimentação de pessoas, animais e veículos era em menor quantidade e menos confusa. Nesta altura da viagem, esta menor confusão foi bem vinda.

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Passagem pelo CLA STUDIOS, onde já se realizaram cenas de vários filmes bem conhecidos, como Prince of Persia, Ben Hur, Game of Thrones, entre outros. Não paramos para visitar, o que foi pena…

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Uma das localidades de grande importância do itinerário deste dia era Ait Ben Haddou, não só pelo bonito trajecto de montanha que nos oferecia, mas também pelo facto de possuir uma pista. Aliás, foi na pista de Ait Ben Haddou que o nosso amigo Miranda passou por um episódio inesquecível na sua 1ª viagem a Marrocos alguns anos atrás.
Em poucas palavras, o Miranda partiu o cárter do motor da sua Honda Varadero.
Bem imaginem o que é estar perante um problema destes no meio de uma pista???
Na altura ele lá se safou, especialmente com a ajuda de um chefe de uma vila, que lhe desenrascou alguém com uma carrinha de cabras, que lhe transportou para a próxima aldeia.
Por conseguinte, a passagem pela pista de Depois de alguns minutos de consulta de todos os meios à nossa disposição, chegamos a triste conclusão que estávamos no sítio certo, ou seja, na pista, mas a mesma tinha deixado de ser pista. O anterior piso de terra e pedra deu lugar a um tapete de asfalto, retirando toda a mística e expectativa criada em torno deste trajecto :-(
GPS e mapa indicavam que era pista, mas o piso dizia precisamente o contrário…, até o Miranda reconheceu o local e estava incrédulo…
Apesar da realidade, não deixamos de tirar partido da situação para brincar um pouco com o Miranda, questionando-o como é que ele tinha cometido a proeza de partir um cárter numa pista de asfalto :-)
Bem, ele ficava furioso, não aceitava que tinham transformado a dita pista em mais uma estrada de asfalto. Pronto, é a vida, haverão outras pistas.
revestia-se de grande importância para o Miranda, porque seria uma forma de fechar um ciclo e de acabar com a sensação de transtorno que este situação causou e prolongou durante anos.
Desta vez ia fazer a pista com uma mota a sério.

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Passados alguns kms surgiram as primeiras dúvidas e espanto, ou seja, tudo indicava que já estávamos na pista de Ait Ben Haddou, mas o piso de asfalto indicava o contrário :-(
Bem, nada como parar e verificar no GPS e mapa.

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Depois de alguns minutos de consulta de todos os meios à nossa disposição, chegamos a triste conclusão que estávamos no sítio certo, ou seja, na pista, mas a mesma tinha deixado de ser pista. O anterior piso de terra e pedra deu lugar a um tapete de asfalto, retirando toda a mística e expectativa criada em torno deste trajecto :-(
GPS e mapa indicavam que era pista, mas o piso dizia precisamente o contrário…, até o Miranda reconheceu o local e estava incrédulo…
Apesar da realidade, não deixamos de tirar partido da situação para brincar um pouco com o Miranda, questionando-o como é que ele tinha cometido a proeza de partir um cárter numa pista de asfalto :-)
Bem, ele ficava furioso, não aceitava que tinham transformado a dita pista em mais uma estrada de asfalto. Pronto, é a vida, haverão outras pistas.

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Digerida a realidade da famosa pista, seguimos a estrada de montanha Ait Ben Haddou, a qual deslumbrou as nossas vistas com cenários muito bonitos, interrompidos ocasionalmente pelo verde de alguma vegetação que separava a encosta de 2 montanhas.
No meio estavam pequenas aldeias, que quase não tinham sinal de vida, tal o silêncio e tranquilidade que transpareciam.

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E quando pensava que o trajecto iria tornar-se mais interessante, afinal era curto e levava-nos a um miradouro.

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Este miradouro onde paramos tinha uma vista fantástica sob as montanhas e a pequena aldeia que se situava nesta zona. Valeu bem a pena parar aqui:

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Impossível não querer uma foto para recordação:

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E o grupo todo reunido:

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Cá de cima do miradouro era visível um pequeno percurso fora de estrada, o qual era um velho conhecido do Miranda, na anterior viagem a Marrocos. Segundo reza a história, era um percurso um pouco tramado, com muita pedra solta e que causava muitas dificuldades de equilíbrio e tracção.
Na falta da famosa pista, o Miranda voltou de propósito para trás alguns kms, só para realizar este pequeno percurso, que terminava junto ao miradouro onde estávamos.
Numa 1ª tentativa, bateu com uma das malas numa pedra, deixando-a atrás :-)
Já começávamos a suar de alguma preocupação…

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Na 2ª tentativa evitou não bateu com as malas e conseguiu seguir em frente:

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Após alguns segundos sem ver ou ouvir o Miranda, os quais causaram alguma impressão, eis que surge o nosso Miranda são e salvo :-)

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Com a realização deste trajecto, estavam espantados os maus espíritos da anterior viagem a Marrocos :-)
Todavia, deixou marcas numa das malas do Miranda, tendo o fecho ficado danificado com a pancada na pedra. Nada que o nosso Francisco AKA Canivete Suíço não resolvesse :-)

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Os kms que se seguiram foram de pura condução prazerosa, com a sinuosidade desta estrada a contribuir em muito para tal.

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Nesta zona era atravessada por um pequeno curso de água, sendo, talvez, a razão da existência da vegetação que aqui encontramos.

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Mas o piso nem sempre foi dos melhores, ou seja, a partir de uma certa zona, o tapete uniforme de asfalto deu lugar a um tapete de asfalto de má qualidade, interrompido inúmeras vezes por buracos, zonas sem asfalto e quase pista, entre outros. No entanto, tornou a condução mais divertida :-)

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Uma das coisas que mais causou-me espanto em Marrocos, foram as muitas estradas de asfalto de dimensões reduzidas em termos de largura, isto é, zonas amplas com apenas um tapete de asfalto estreito, que mal cabia 2 veículos lado a lado.
Nestas estradas as ultrapassagens eram feitas muitas vezes pela berma de terra, porque o espaço lateral em asfalto era muito pouco.

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Penso que eram pinheiros que esta montanha tinha:

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Hora do almoço, desta vez num restaurante situado na estrada:

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Gosto destes camelos, não se babam e não cheiram mal:

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De forma a fazer uma pausa na comida local, optamos por uma pizza:

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Estávamos com receio de que esta pizza à moda de Marrocos não fosse grande coisa, mas afinal era muito boa. Não sei se era da viagem, mas foi das pizzas mais saborosas que provei nos últimos tempos.

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Assim que cheirou a comida ganhamos novos amigos :-)

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Os kms que se seguiram foram, talvez, alguns dos melhores kms realizados em estrada de montanha em Marrocos, ou seja, uma longa estrada de montanha em sentido descendente a caminho de Marrakech, com vistas magníficas. Curvas para todos os gostos, mas muito tráfico e pouco espaço para ultrapassagens.
Diria que esta estrada em termos hierárquicos da nossa viagem, vem mesmo a seguir à estrada de montanha da Agoudal.

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Haviam zonas em que esta estrada parecia não ter fim, sendo apenas possível visualizar um serpenteado quase interminável nas majestosas montanhas da cordilheira do Alto Atlas que nos circundavam.
Novamente, um cenário de uma grandiosidade e imensidão quase infinita.

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Simplesmente brutal!!! :-)

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Apesar do muito tráfego que apanhamos e que teimava em atrasar a nossa deslocação, foram muitas as vezes que automobilistas e camionistas facilitaram as nossas ultrapassagens. Os camionistas em especial, não complicavam nada e até ajudavam-nos a realizar as manobras em segurança, estendendo o braço através da janela e avisando quando estava seguro para ultrapassar.
Não me lembro qual foi a última vez que vi um gesto semelhante na minha terra…

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E, finalmente, chegada a Marrakech, também conhecida como a cidade vermelha, pérola do sul ou a porta do sul.

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Uma cidade que imediatamente transparece modernidade, maior organização e, inevitavelmente, maior propensão ao turismo e todas comodidades que este obriga.
Fez-me impressão olhar e ver espaços comerciais como o Mcdonald’s ou KFC, ou seja, isto não é o que procuro encontrar em Marrocos, garantidamente.

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Em Marrakech ficamos instalados no hotel Lawrence D’Arabie, que foi o melhor local em termos de conforto e instalações. Mas apesar disso, não foi o que nos causou maior espanto ou admiração, porque tratava-se de um hotel como outros tantos no mundo ocidentalizado.

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Mas não havia tempo a perder no hotel, isto é, após um rápido duche apanhamos um “petit taxi”, um Fiat Uno, e fomos para a famosa praça Jemaa El Fna (ou Djemaa el-Fna), que se situa na Medina de Marrakech.

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Não faltam motas em Marrakech:

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E cá estamos nós na praça Jemaa El Fna:

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A praça Jemaa El Fna é um local imperdível e obrigatório numa visita a Marrakech. É uma praça cuja afluência de pessoas e comércio variado transformam esta praça num local privilegiado para compras, negócios e convívio.
Inicialmente parece um amontoado de pessoas e estruturas envolvidos numa enorme confusão e proliferação de odores e ruídos, que transparecem inicialmente desconfiança e insegurança. Mas nada mais errado, aqui vive-se, respira-se e saboreia-se Marrocos de uma forma especial e muito directa, tornando qualquer contacto num espaço comercial numa experiência única e inesquecível.
É uma praça viva e que provoca uma interação natural e impossível de fugir.

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Na Jemaa El Fna é obrigatório provar os deliciosos sumos naturais, que os Marroquinos sabem tão bem fazer:

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Não é difícil jantar nesta praça, basta aproximar-nos dos espaços de restauração que surge de imediato alguém a conduzir-nos a uma mesa :-)

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No nosso caso, provamos o CusCuz e umas espetadas:

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Gente muito simpática e afável na praça:

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Mas não basta ir ao centro da praça, vale bem a pena deambular pela mesma, aventuramo-nos pelos inúmeros espaços comerciais e ruas apinhadas de gente.

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Claro que passamos pela experiência das compras, onde é quase obrigatório entrar num processo negocial á base do regateio com o vendedor.

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Inicialmente pedem muito dinheiro por qualquer coisa que possamos estar interessados em comprar, mas se perdermos algum tempo e entrarmos no jogo deles, ou seja, regatear o preço, acabamos por conseguir baixar muito o preço das coisas.
Os Marroquinos adoram e vibram com estas transações à base do regateio, e no fim até dá direito a uma saudação mais calorosa. No caso do Miranda deu direito a 2 beijos, um em cada face :-)
E ora aqui está o Açoriano convertido em Marroquino :-)

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A noite ainda era uma criança, por isso, continuamos a passear pelas ruas da praça, onde a determinada altura perdemos o norte ao sul :-)
Contudo, foi fácil encontrar o caminho de volta e sem qualquer sensação de perigo ou intimidação.

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Havia uma rua cujo cheiro das especiarias dominava por completo a zona:

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Mais compras…

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Nesta praça há um pouco de tudo para vender, desde os produtos tradicionais às falsificações.

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Também encontramos muitos artistas de ruas, dançando e cantando, na esperança de receberem algum dinheiro de volta. lembrei-me de tirar uma fotografia a um destes artistas e o mesmo veio de imediato ao meu encontro para pedir uma moeda pela foto tirada. Pimba, paga e cala!

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Jogo da pesca da Coca Cola, Fanta, entre outros:

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Depois de uns largos minutos pela praça, convertemo-nos:

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E após umas horas bem passadas na praça Jemaa El Fna, era hora de regressar ao hotel para o merecido descanso do guerreiro.
Ainda deu para relaxar um pouco junto à piscina…, sabe tão bem!!! :-)

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No dia seguinte esperava-nos o tão indesejado regresso, que nos ia levar de Marrakech até Tanger, para posterior travessia de ferry para Tarifa, numa distância total de mais de 600 kms.
O fim estava à espreita e não havia nada a fazer, era uma inevitabilidade da nossa viagem.
Resumindo o dia de hoje, foi espectacular e inesquecível, como todos os outros que passamos em Marrocos.
Parece-me que este último grande dia em Marrocos foi acertado e uma boa forma de despedida, com os arredores de Ait Ben Haddou a surpreender com a falta da pista do Miranda, a cordilheira do Alto Atlas com a sua estrada fabulosa e Marrakech com a sua praça Jemaa El Fna a espalhar a magia entre nós.
Um dia pleno de mística e com muitos motivos para recordar.

CONTINUA

Boas Curvas!

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Bruno Botelho
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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
Que maravilha, não fui com vocês mas também já estou com pena do relato estar a chegar ao fim...
O que vale é que já deve estar aí um em calha nos magníficos Açores :clapp:

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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
ESPETÁCULO!! :clapp:
Grande Relato!!

E por outro lado :shi: ... Que inveja!!! :stupid:

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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
Bruno,
A pista que dizes que está alcatroada é a que começa ao lado dos estúdios de cinema?


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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
Espectacular a vossa viagem malta!
Muito forte belo grupo de boas terras açorianas!
Abraço :thumbsup:

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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
Só sei que voltava outra vez sem pestanejar :fiu:


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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
Paulo Monteiro Escreveu:
Bruno,
A pista que dizes que está alcatroada é a que começa ao lado dos estúdios de cinema?


Não, ainda fica a uns bons kms após os estúdios de cinema, a caminho de Ait Ben Haddou.

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Bruno Botelho
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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
BRUNO BOTELHO Escreveu:
Paulo Monteiro Escreveu:
Bruno,
A pista que dizes que está alcatroada é a que começa ao lado dos estúdios de cinema?


Não, ainda fica a uns bons kms após os estúdios de cinema, a caminho de Ait Ben Haddou.


Logo ao lado dos estudios tem uma pista de vai dar diretamente a Ait Ben Haddou. Fiz no ano passado e gostei bastante.


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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
PedroFM Escreveu:
Que maravilha, não fui com vocês mas também já estou com pena do relato estar a chegar ao fim...

Realmente tenho de concordar contigo, até tenho pena que este relato chegue ao fim.

Muito bom.


14 nov 2013 17:26 { SHARE_ON_FACEBOOK } { SHARE_ON_TWITTER }
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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
Paulo Monteiro Escreveu:
BRUNO BOTELHO Escreveu:
Paulo Monteiro Escreveu:
Bruno,
A pista que dizes que está alcatroada é a que começa ao lado dos estúdios de cinema?


Não, ainda fica a uns bons kms após os estúdios de cinema, a caminho de Ait Ben Haddou.


Logo ao lado dos estudios tem uma pista de vai dar diretamente a Ait Ben Haddou. Fiz no ano passado e gostei bastante.

Paulo,
a pista que falas é esta:
http://pt.wikiloc.com/wikiloc/spatialAr ... id=2227724

O Bruno foi pela estrada: antiga pista e que agora está alcatroada!

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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
Agostinho Gomes Escreveu:
Paulo Monteiro Escreveu:
BRUNO BOTELHO Escreveu:
Paulo Monteiro Escreveu:
Bruno,
A pista que dizes que está alcatroada é a que começa ao lado dos estúdios de cinema?


Não, ainda fica a uns bons kms após os estúdios de cinema, a caminho de Ait Ben Haddou.


Logo ao lado dos estudios tem uma pista de vai dar diretamente a Ait Ben Haddou. Fiz no ano passado e gostei bastante.

Paulo,
a pista que falas é esta:
http://pt.wikiloc.com/wikiloc/spatialAr ... id=2227724" onclick="window.open(this.href);return false;

O Bruno foi pela estrada: antiga pista e que agora está alcatroada!


Não é essa Agostinho, Estando de frente para o CLA Studios, segue-se pelo estradão do lado esquerdo junto à vedação.


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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
Paulo Monteiro Escreveu:
Agostinho Gomes Escreveu:
Paulo Monteiro Escreveu:
BRUNO BOTELHO Escreveu:
Paulo Monteiro Escreveu:
Bruno,
A pista que dizes que está alcatroada é a que começa ao lado dos estúdios de cinema?


Não, ainda fica a uns bons kms após os estúdios de cinema, a caminho de Ait Ben Haddou.


Logo ao lado dos estudios tem uma pista de vai dar diretamente a Ait Ben Haddou. Fiz no ano passado e gostei bastante.

Paulo,
a pista que falas é esta:
http://pt.wikiloc.com/wikiloc/spatialAr ... id=2227724

O Bruno foi pela estrada: antiga pista e que agora está alcatroada!


Não é essa Agostinho, Estando de frente para o CLA Studios, segue-se pelo estradão do lado esquerdo junto à vedação.

ok.
já vi qual é!
thanks

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Agostinho Gomes
e a sua KTM 990 Adventure RS Branquinha


15 nov 2013 02:07 { SHARE_ON_FACEBOOK } { SHARE_ON_TWITTER }
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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
Parabéns e obrigado pela partilha!
Belas fotos e boa escolha de percurso!
Que belo incentivo para eu voltar a Marrocos, pena não poder fazer uma viagem de pelo menos um mês!
Abraço

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felizes daqueles que na viagem chamada vida sonham e vivem os seus sonhos.


16 nov 2013 16:09 { SHARE_ON_FACEBOOK } { SHARE_ON_TWITTER }
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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
CONTINUAÇÃO

Marrocos 2013 - 11 de Outubro: Marrakech - Tanger - Tarifa

Eis que chegamos ao dia 11 de Outubro, o nosso último dia em Marrocos :-(
Pois é, tudo o que é bom acaba depressa, mas é mesmo assim. Todavia, o mais importante é termos aproveitado bem os dias passados em Marrocos e levarmos na bagagem muitas e boas recordações desta grande aventura.
Apesar de ainda faltarem cerca de 700 kms até deixarmos Marrocos e entrarmos em Tarifa (Espanha), ainda restavam-nos algumas horas de despedida deste país maravilhoso, apesar do itinerário do dia não contemplar qualquer paragem em algum lugar de interesse particular.
Por conseguinte, o dia começou cedinho, com o grupo a sair da bonita cidade de Marrakech:

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O trajecto realizado no regresso foi praticamente directo, contemplando algumas auto-estradas que proporcionaram um excelente e desejado ritmo de viagem. Mesmo à saída de Marrakech apanhamos uma destas auto-estradas, que nos permitiu poupar muito tempo e cobrir muitos kms.
Provavelemente a melhor auto-estrada que apanhamos em Marrocos.

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Pelo caminho ainda tivemos a oportunidade de voltar a rever algumas das típicas imagens de marca deste país, como os veículos super lotados de pessoas ou animais. Estas imagens ficam na memória.

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Último abastecimento em Marrocos:

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Mesmo no regresso, seja qual for a cidade, especialmente as de maior dimensão, o trânsito é sempre intenso e quase caótico.
Numa destas cidades, aconteceu um episódio que nos colocou em sentido, ou seja, numa zona de tráfego intenso, o nosso amigo Miranda viu uma senhora com um bebé ao colo a tentar atravessar a passadeira, e parou para ceder a passagem.
Até aqui tudo bem, está a cumprir com o código de estrada e está a ser um bom samaritano, só que em Marrocos ninguém ou quase ninguém respeita ou compre com o código de estrada, muito menos ser um bom samaritano no meio de um tráfego intenso. Conclusão, um autocarro que seguia atrás de nós não contava com esta paragem e parou quase em cima de nós, apitando e reclamando que nem um louco. Só tivemos tempo de gritar ao Miranda “arranca, arranca ca#%*+!!!”
O Miranda ficou um pouco desorientado com tudo o que se passou, e lá arrancou.
Enfim, ficamos muito aflitos, porque sentimos que foi por pouco que o autocarro não nos atropelou.
Quanto à senhora com o bebé, nem se atreveu a passar na passadeira, limitando-se a ficar a olhar para nós com muito espanto com a nossa paragem. Claro que ela não é louca e sabe que não deve passar sem mais nem menos, mesmo que seja na passadeira.
Mais tarde, o Miranda percebeu ao certo o que se tinha passado com o autocarro e, claro, ficou preocupado.

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Será que iam para o Rally de Marrocos?

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Última refeição em Marrcos, já com sabor a Europa:

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Para nós Açorianos e dada a nossa natural limitação geográfica, outra coisa que nos fica sempre na memória em viagens como esta, são as longas e quase intermináveis rectas.
Um espectáculo, engrena-se 6ª velocidade e é sempre a rolar.
Mas desenganem-se aqueles que pensarem que em Marrocos não existe controle de velocidade por radar. Numa destas grandes rectas, íamos nós a um ritmo bem alegre, quando do nada cruzamo-nos com 2 Polícias com um radar manual (sem fotografia) e escondidos no meio de uns arbustos que dividiam a estrada.
Foi mesmo tudo muito rápido, só deu para perceber a sua presença e do radar e continuar a seguir. De imediato ficamos a pensar que seríamos parados um pouco mais à frente numa operação stop qualquer. Mas apesar de termos efectivamente encontrado uma dessas operações top na estrada, não nos mandaram parar :-)
Ufa, que alívio, seria uma grande chatice ter de pagar uma multa mesmo à saída de Marrocos.

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Com o acumular de kms e já próximos de Tanger, eis que nos deparamos com mais uma situação inesperada, a ponteira de escape do Vítor começou a libertar lã de vidro.
Realizamos uma paragem mesmo após a nossa última portagem em Marrocos, e verificamos que o escape estava com o terminal solto e apenas preso por alguns rebites:

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Ficamos surpresos com esta situação, porque além de não ser normal, estamos a falar num escape de uma grande marca, a Akrapovic.
O Vítor estava fulo, e não era caso para menos…
Tentamos remediar a situação com o material disponível, coisa que aguentasse até chegarmos a Tarifa, onde poderíamos tentar procurar uma oficina para possível reparação ou substituição.

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Será que foram as altas temperaturas de Marrocos + a maior temperatura atingida pela mota que fez com que o carbono cedesse???
É uma hipótese, mas uma coisa ficou comprovada, até as grandes marcas cedem mediante determinadas situações/condições.

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Posto isto, bastaram apenas mais alguns kms e já estávamos no porto de Tanger:

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Chegados ao porto de Tanger, havia que passar novamente pela habitual burocracia da Alfândega.
Assim que chegamos, surgiram de imediato os tais indivíduos que se dizem ajudantes da da Polícia e da Alfândega, mas que na realidade não passam de meros civis a tentar ganhar algum dinheiro à custa da ingenuidade/desconhecmento dos turistas, e indicaram o local de estacionamento e solicitaram os documentos.
Todavia, já conhecíamos o esquema e assim que nos solicitaram os documentos indicamos delicadamente que íamos entregar os mesmos ao funcionário da Alfândega, que se encontrava num dos balcões de atendimento.
Claro que perceberam que já conhecíamos o esquema e não nos incomodaram mais.
O processo burocrático de saída foi rápido, basicamente carimbar o passaporte, o D16 Ter e outro documento que nos entregaram na entrada em Marrocos.
Boa viagem e volte sempre!

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A saída de Marrocos foi mesmo muito rápida, após carimbar os passaportes iniciaram o embarque.
Calhou mesmo bem, porque assim não perdemos mais tempo.

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Motas dentro do barco, cintas colocadas e siga para Tarifa!

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Para entrar em Marrocos demorou tanto tempo, montes de burocracia, filas, etc, para sair foi quase num ápice.
Demos por nós já sentados no barco e a caminho de Tarifa, nem queríamos acreditar que a nossa aventura por terras africanas tinha terminado :-(
Por esta altura havia uma invasão de sentimentos opostos, se por um lado sentíamos pena de estarmos a terminar a nossa aventura e a natural nostalgia, por outro lado a satisfação total do feito alcançado e a vontade de regressar a casa e rever, abraçar e beijar as pessoas que nos são mais queridas.
Era o ciclo natural da aventura.

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Até já Marrocos!

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E ainda fomos presenteados por um belíssimo e alaranjado por do sol no horizonte de Marrocos, que ficará para sempre na nossa memória:

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A viagem de ferry decorreu com total calma e relativa rapidez, onde apenas algum cansaço voltava a apoderar-se de nós, Normal, porque o tinha tinha sido longo e de muitos kms.
Hora de desembarcar em Tarifa - Espanha:

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Chegamos a Tarifa já em plena noite e, como é óbvio, a pernoita era obrigatória.
Dada a experiência positiva que passamos aquando da partida, voltamos a optar pelo mesmo local, o Mesón de Sancho.

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E foi assim que terminou o dia, não havia energia e tempo para mais.
Foi um dia cansativo e que marcou oficialmente o fim da nossa aventura em Marrocos. Ainda faltava o regresso a Portugal e posteriormente a São Miguel, mas a parte mais importante de todo o projecto estava terminada.
Os dias que passamos em Marrocos foram maravilhosos e foram, sem dúvida, a melhor experiência mototurística e de aventura que algum de nós realizou.
Marrocos foi tudo quanto esperávamos, tudo quanto nos contaram e até conseguiu superar as nossas expectativas.
É certo que é um país de fortes contrastes, onde a riqueza e a pobreza andam lado a lado, apesar de na maior parte das vezes a pobreza sobressair mais. No entanto, é um país de uma riqueza cultural e territorial impressionante, onde estamos constantemente a ser assaltados por paisagens magníficas, horizontes sem fim e um povo genuíno, afável, prestável e com tradições admiráveis.
Diria que o deserto de Merzouga, o Erg Chebbi, a par das montanhas de Agoudal, foram os locais mais impressionantes de toda a viagem. Mas, sem dúvida, que Marrocos é deslumbrante, seja qual for a parte, há sempre algo de impressionante e bonito para pasmar os nossos olhos, captar a nossa atenção e cativar-nos para uma próxima visita.
Numa palavra, é mágico! :-)
O melhor de tudo é a acessibilidade que Marrocos oferece, ou seja, é um país próximo, relativamente fácil de entrar, mesmo com toda a sua burocracia, e muito acessível em termos monetários. Além disso, é um país que transborda de possibilidades para a aventura em 2 rodas, dentro ou fora de estrada.
Por isso, não vale a pena perder muito tempo a sonhar com Marrocos ou inventar desculpas para adiar uma viagem, está ali à vossa espera.
Para terminar, que isto já vai longo, este grupo que partiu à aventura foi do melhor, ou seja, os meus companheiros e amigos de viagem foram as melhores pessoas que podia ter encontrado para embarcar nesta aventura.
Amizade, camaradagem, compreensão, boa disposição e um espírito muito aberto, são apenas algumas das muitas qualidades do Vítor Ferreira, Paulo Miranda e Francisco Narciso.
Voltava e quero voltar a viajar com este grupo!
Os próximos dias esperavam-nos o regresso a Portugal e o rever de mais amigos. Não percam!

CONTINUA

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Mensagem Re: Marrocos Adventure Tour-aventura de 4 Açorianos por Marr
:clapp: :clapp: :clapp:

excelente relato, pena estar a chegar ao fim.

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