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| Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 https://trailaventura.pt/viewtopic.php?f=79&t=17595 |
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| Autor: | bmoreira [ 19 out 2011 19:41 ] |
| Assunto da Mensagem: | Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
Vou deixar o relato da viagem que fiz no ano passado só há pouco tempo acabei de escrever o relato da viagem com tempo vou actualizando com texto e fotos As meninas: Yamaha Thundercat 600 Honda Varadero XL 1000 Os participantes: Tiago Ana Bruno Destino: Escócia O previsto: 6.057kms O real: 6.459kms Motivo: Ir beber um café a Inverness …e no caminho tentar ver o monstro O enredo: três pessoas que nunca tinham passado férias juntas, que apenas se conheciam do trabalho, decidiram fazer uma viagem de três semanas … malucos … por alguns dos países com paisagens mais bonitas, a destacar que nunca nenhum deles tinha feito uma viagem de mais de 600kms seguidos … Experiência nestas andanças: Pouca … esperem, “pouca” já é muito, não tínhamos mesmo experiência nenhuma O que levar: uma porca suplente, sim uma porca … vá se saber o porque … Para relembrar: o imenso verde, a simpatia das pessoas, o pôr-do-sol em Edimburgo, a chuva, as curvas, o pato de Newcastle e os dois amigos que me acompanharam Tiago: Na ilha anda-se pela esquerda … certo?!?! A paelha tem marisco … e convêm validar as datas das reservas … Ana: a pendura que comia rucula … e salmão … Bruno: o gajo que atormentou quem queria dormir em Stranraer e que só queria fugir de França O marco: as ruas de Belfast … A doideira: 120 kms a fundo O motivo de risada: as tapas em Barça A frase da viagem: A BIG FUCKING STORE Os preparativos: Tudo nasceu em género de brincadeira, numa conversa de corredor “então essas férias foram boas? Andaste muito de mota? Para o ano temos de combinar uma viagem de mota nas férias” Isso ficou no pensamento e ao longo dos tempos a ideia amadureceu. Passaram-se alguns meses e ideia de ir percorrer alguns países da Europa parecia-me cada vez melhor mas para ser feita, precisava de mudar algumas coisas, tinha de comprar uma mota para viajar, uma mota confortável onde pudesse levar as coisas necessárias. Começa então a busca por uma mota. Os trocos não eram muitos e tendo isso em atenção acabo por escolher uma mota de Trail, uma Varadero. Era uma mota que já algum tempo que me chamava a atenção, é uma mota que facilmente percorre centenas de kms num dia e que tem conforto para fazer a brincadeira que me percorria o pensamento. O tempo vai passando e finalmente encontro o que procurava, uma Varo Vermelha, estava bem apetrechada de extras no entanto, sabia que tinha de fazer uma boa revisão antes de arrancar. Compro-a no inicio do ano e logo no dia que a vou buscar começam as peripécias, quando a descarregam da carrinha não pegava, estava afogada, empurrão para um lado empurrão para o outro e nada … ela não queria mesmo nada comigo, volta-se a carregar para a carinha e vem-ma trazer à porta. Dia seguinte, o diagnóstico estava correcto, tinha ficado afogada … Troca-se as velas e fica arrumada na garagem quase até à partida. Estava na altura de definir o destino, primeira ideia foi percorrer alguns países de leste, mas vá-se lá saber o porque achamos melhor não, a probabilidade de ficar por lá … talvez perdidos, talvez achados … era muita. Vem então a escolha mais racional e acertada, o destino estava escolhido, Escócia, foi um destino que agradou a todos, pelos relatos, pelas fotos que já tínhamos visto parecia-nos ser ideal para uma primeira viagem à seria de mota. Começa então a busca pela procura de informação na net, percebemos que a Escócia é um destino de muitos que rodam em duas rodas mas não se encontram muitos relatos, com a pouca informação recolhida era altura de fazer um roadbook. Acertamos as datas, partida a 23 de Maio e chegada a 12 de Junho, 3 semanas de aventura. Estava então tudo encaminhado até que a meio surge o primeiro percalço, a nossa única pendura assusta-nos, afinal não consegue as ferias, vai tudo por água abaixo, até que nesse mesmo dia volta a dar uma boa notícia, afinal ia existir viagem. Hora de planear a viagem, primeiro pensamento, atravessar Portugal, Espanha, França e depois túnel da Mancha para Inglaterra. Assim ia-mos perder muito tempo, fazer kms e gastar dinheiro sem motivo, pensamos então em apanhar o barco em Santander para Portsmouth. Esta alternativa permitiu-nos ganhar cerca de dois dias de viagem, uma vez que a travessia de barco faz-se em cerca de 24h, e sem cansaço da condução. Estava então definido, iríamos fazer a travessia de barco e com os dias adicionais, podíamos fazer uma incursão pela outra ilha, aproveitar para ir a Dublin e Belfast. Hora de fazer as reservas, portáteis ligados lado a lado para se fazer as reservas, bilhetes reservados e pagos, finalmente era oficial, a viagem era para ser feita, agora não havia volta a dar. A data da partida aproxima-se, hora de preparar as meninas, oficina com elas. A Thundercat, faz a normal revisão e estava pronta para arrancar, já com a Varo a história foi outra, foi necessário substituir pastilhas, pneus, kit de transmissão e fazer revisão mas não havia volta a dar. A ansiedade aumenta, os dias parecem não querer passar, conta-se cada dia que passa como sendo mais um para a partida inicial e a contagem decrescente começa algumas semanas antes, não havia dia que não iniciasse com um “já só faltam x dias”. Hora de fazer as malas e carregar as meninas, a Varo acaba por ser o burro de carga, temos de ser francos, o ponto forte da Thundercat não é a capacidade de carga mas mesmo assim muitos de vocês ficariam surpreendidos pelo que ela conseguiu levar. O tão esperado dia da partida chega, hora de tirar as motas da garagem e arrancar, a Varo estava à espera à 5 meses e finalmente tinha chegado o dia, começava a sentir um formigueiro de ansiedade na barriga. Para mim a viagem começa um dia antes, dia 22 com uma viagem até ao centro do país, Lisboa – Pedrógão Grande, uma viagem de cerca de 250 kms, sem percalços mas já com muito calor. A partida é efectuada pela manhã, primeiro destino Fátima, para depois seguir até Pedrógão onde estaria o almoço à minha espera. Desta pré-etapa não existe grande história. |
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| Autor: | Hugo Sousa [ 19 out 2011 22:21 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
Boa... agora cola aí umas fotos
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| Autor: | Jorge Baleizao [ 19 out 2011 23:16 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
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| Autor: | João Coimbra [ 19 out 2011 23:39 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
Boa, isto promete...
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| Autor: | JRodrigues [ 20 out 2011 07:22 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
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| Autor: | Nuno_Dias [ 20 out 2011 13:28 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
Fotos?
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| Autor: | Lança [ 20 out 2011 13:47 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
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| Autor: | bmoreira [ 20 out 2011 19:10 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
Lança Escreveu: ![]() lollllllllllll tens razão mas não tinha fotos desta preparação no proximo post já há fotos ... mas fazer o upload da trabalho
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| Autor: | João Nunes [ 20 out 2011 20:04 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
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| Autor: | Lança [ 20 out 2011 20:07 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
Salamanca , essa bela cidade que eu não conheço , passo sempre ao lado . Qualquer dia tenho que lá entrar . Tem bom aspecto Siga
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| Autor: | bmoreira [ 21 out 2011 01:01 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
entra que não te vais arrepender, estive lá pouco tempo mas gostei, assim que puder vou regressar lá |
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| Autor: | Louzeiro [ 21 out 2011 07:14 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
Em abril deste ano quando vinha dos Picos, fiz uma visita a esta cidade e também gostei muito.
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| Autor: | Lança [ 21 out 2011 08:54 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
A minha onda não é bem cidades , ou melhor , é o oposto às cidades . No entanto há sempre aquelas que merecem ser visitadas |
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| Autor: | tiagu [ 22 out 2011 19:27 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
Oh faxavor! Censurar a foto da perna com ratuagens... devaneios de alto mar nao sao para aqui chamados... |
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| Autor: | Lança [ 22 out 2011 21:25 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
Nã . Deixar tar . Venham mais devaneios
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| Autor: | bmoreira [ 22 out 2011 21:44 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
tiagu Escreveu: Oh faxavor! Censurar a foto da perna com ratuagens... devaneios de alto mar nao sao para aqui chamados... bem aparecido contribui ai com algumas fotos e dividimos o trabalho
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| Autor: | bmoreira [ 25 out 2011 19:04 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
4ª Etapa – Stonehenge – Dublin – 420 kms - dia 26 Acordar com o chilrear dos pássaros é sempre uma sensação agradável, despertamos cedo com a claridade do sol a tentar entrar pela tenda dentro. Calmamente acordo e venho até à rua. O sol brilhava mas ao fundo notava-se algumas nuvens e sentia-se um pouco de frio. Hora de desmontar as tendas, outro dos rituais, entre piadas, risos e partidas, as tendas estavam desmontadas e as motas carregadas e prontas para arrancar, hora de vestir o equipamento e arrancar em direcção a Holyhead para apanhar o barco para Dublin, que seria a nossa cidade para abrigo naquela noite. Tínhamos pela frente apenas 420 kms e tínhamos barco às 17:15 mas o check-in tinha de ser feito até 30 minutos antes. Arrancamos por volta das 10h, começamos então um dos dias com a paisagem mais bonita. A nossa rota evitava sempre auto-estradas, o objectivo era andar pelas estradas nacionais, começamos então a entrar por estradas que eram delimitadas por belos campos verdes, em que o verde parecia ter uma vida imensa, transmitia calma e serenidade, os kms são feitos a andar de vagar. Avisos de cuidado na estrada, estávamos a passar por uma zona militar, para espanto nosso, num cruzamento estava um tanque para entrar, fico boquiaberto, até que uns metros mais à frente está um outro tanque parado, ali mesmo à beira da estrada, em que o militar tinha parado ali o tanque para ir comer algo na relote, fiquei estúpido. Paramos para reabastecer as motas e aproveitamos para comer algo ali, entretidos na conversa as horas passam e arrancamos por volta do 12:30h. Tínhamos pela frente cerca de 300kms e 4 horas para os fazer, o que me parecia tempo mais que suficiente. Começamos então uma nova etapa, começamos a entrar em estradas de montanha, o sol esconde-se atrás das nuvens e a chuva dá lugar ao sol. Começa então a chover e ainda só estávamos à 24h em Inglaterra. Percorremos uma das estradas mais bonitas, as paisagens eram de cortar a respiração, o cinzento e a chuva condiziam com o que os nossos olhos nos transmitiam, as motas saltavam de curva em curva, éramos apenas nós em plena sintonia com a natureza, foi um serpentear por entre a montanha. A satisfação é tal que me esqueço das horas que tínhamos de estar lá, até que encosto para comentar o que tinha sentido até aquele ponto e para ver se estávamos no caminho certo. Começamos então a perceber que iria ser à justa, que tínhamos de acelerar mais o ritmo para não chegar tarde. Continuamos então naquelas estradas mas agora a ritmo mais elevado, seguindo sempre a rota definida. Uns kms mais a frente tínhamos de largar aquela estrada de montanha e virar à esquerda para apanhar uma estrada que nos levaria à costa para depois podermos seguir até Holyhead. Vejo então a indicação que deveríamos seguir, mas segundo os apontamentos que tínhamos ainda nos faltava uns 15 kms, para deixar a estrada em que seguíamos, indeciso, acabo por cortar à esquerda deixando a estrada em que íamos. Continuamos por um nova estrada mas as indicações teimavam em não aparecer. Perguntamos indicações um agricultor que estava ali com o seu tractor, indica-nos o caminho correcto, voltar para trás já não era solução, o melhor era seguir em frente e nos próximos sinais, virar è esquerda, depois numa rotunda que encontraríamos deveríamos virar à esquerda, para apanhar a via rápida que fazia toda a costa. Arrancamos então, agora ainda a ritmo mais acelerado, tínhamos ainda cerca de 120kms e já passava das16:30h, a estrada nacional é feita a fundo, ultrapassagens feitas a queimar e curvas nos limites. Já desesperados, entramos na via rápida, era o tudo ou nada, o relógio acusava já 16:50h, faltava 10min para a hora limite do check-in mas ainda não era hora de desistir, a placa acusava que faltava 40, mais à frente nova indicação que faltava 37. A mente pára para pensar, faltavam 37 milhas, tinha feito a interpretação para kms, Faltavam 60 kms e parecia-me que era uma causa perdida, o barco já era, no entanto tomo a liderança e ignoro os limites e os avisos de radares, a acelerador aperta-se e o ritmo é agora muito mais elevado, era altura da doideira total, o velocímetro acusa os 200km/h, as ultrapassagens são feitas sem pensar, ora pela esquerda, ora pelo meio, o relógio aproxima-se cada vez mais das 17:30h e a distancia era cada vez mais, se perdêssemos o barco seria como morrer na praia, a via rápida acaba e volta-se a entrar na nacional, estávamos a entrar na cidade, encontramos as indicações do porto e chegamos ao local de embarque. Era 17:20h, ainda nos deixaram entrar, fazemos o check-in e indicam-nos para ir-mos depressa para o barco, estava mesmo a arrancar, entramos com as motas e aquela porta grande de aço fecha-se nas nossas costas, os funcionários do ferry amarra-nos as motas e subimos para o piso onde estavam os restantes passageiros, encontramos um banco onde deixamos o corpo descansar da adrenalina que sentíamos nas veias. Tinha sido arrepiante e sempre pensei que iria ficar por terra. Já tínhamos vivido emoções fortes suficientes para um dia só, mal ainda nós sabíamos. Desembarcamos em Dublin e ainda no porto atestamos as motas e saboreamos umas bolachas de gengibre, que na altura nos enchia a barriga que estava completamente vazia. Hora de ir à procura do parque, a Cat arranca confiante na frente, era a minha vez de ir atrás, entramos pela cidade, ruas escuras, uma cidade claramente industrial. Embrulhamo-nos nas ruas da cidade à procura do parque de campismo de Camacvalley, mas algo me dizia que deveria ser nos arredores, nuns semáforos perguntamos por indicações. Finalmente saímos para os arredores da cidade e encontramos o parque. Um grande espaço verde que mais parecia um jardim sem qualquer marcação ou delimitação, o espaço é ordenado por o respeito e bom senso de cada um. Montamos as tendas e era hora de ir procurar algo para jantar, mas não sem antes por óleo na corrente. Hesito se hei-de levar ou não o saco do capacete, mesmo antes de arrancar vou até à tenda para o ir buscar … e ainda bem que o fiz. Quando regresso à mota para arrancar, a Ana pergunta “olha, é normal aquele parafuso ser assim na tua mota?” Quando olho para a mota a para o parafuso que ela refere, fico de boca aberta. O parafuso que ela se referia era só o veio da roda traseira. O veio já estava metade fora da roda, a porca que o segura tinha saltado. Gelo completamente, só de pensar que tinha feito os últimos 100kms a fundo e agora o veio estava a saltar fora, nem quero imaginar o que me teria acontecido se ele tivesse saltado naquela altura, muito provavelmente não estaria agora a escrever estas palavras. Tentamos empurrar o veio para dentro mas a pressão que estava a ser exercida era muita, deitamos a mota no chão e colocamos o veio com as maiores das facilidades. Não podia arrancar naquelas condições. Decidimos não levar a minha mota mas teríamos de ir à procura de uma loja que vendesse uma porca para segurar o veio, a Ana ficou no parque à nossa espera. Entramos na zona industrial á procura de uma loja aberta, de algo que estivesse aberto para perguntarmos onde poderíamos encontrar uma pig Já se fazia tarde, era por volta das 22h e não encontramos nada nem ninguém na rua, até que encontramos um rapaz a por gasolina numa bomba nas traseiras de um armazém, encostamos ao lado dele, desligamos a mota e pusemos a conversa. Sotaque carregado, típico nativo da Irlanda, conserva vai, conversa vem, conseguimos entendermo-nos, pedimos indicação para uma loja de motas. Resposta lógica, aquela hora era i possível, estavam todas fechas nas ali perto amanha encontraríamos uma, teríamos de seguir naquela estrada, no 3ª cruzamento teríamos de virar à direita e depois teríamos “a big fucking store” do nosso lado direito. Agradecemos e fomos à procura da “big fucking store”, seguimos as indicações e lá a encontramos. Realmente de fora a loja era enorme, uma loja de 2 pisos só de motas e de material para motas. Estava feito, no dia seguinte pela manha teríamos de ir até lá para ver se teriam a porca que eu precisava para a Varo. Hora de ir ter com a Ana que estava à “seca” no parque, no caminho passamos por um MacDonald’s, paramos e pedimos a comida para levar. Já estávamos a porta quando o Tiago olha para trás e me pergunta se eu conseguia levar um balão, riso geral, era uma surpresa para Ana. Lá arrancamos, agora imagem um pendura com um saco de comida numa mão e na outra um balão … Lá chegamos ao parque, eram quase 23h, sentamos numa mesa e degustamos a nossa bela refeição que nos soube a umas das melhores iguarias deste mundo, qual não era a nossa fome. Já era tarde mas a noite ainda era dia e lá fomos dormir, que o dia tinha sido cheio de emoções. Dia 27, o dia amanhece ventoso, preparamo-nos e arrancamos em direcção a loja para vermos se arranjávamos a porca. Lá chegamos e esperamos pela nossa vez, entre nos íamos rindo, pois nenhum de nós sabia como dizer uma porca em Inglês . Quando chegou a nossa vez, lá explicamos o que queríamos, lá percebemos que uma porca para o veio de trás era a rear axle noth. Não tinham em stock, demorava 2 a 3 dias, não podia ser, pois no dia a seguir já era para seguir para Belfast. Lá perguntamos onde nos podíamos desenrascar, muito cordialmente o funcionário da loja diz-nos para irmos a um sucateiro de motas. Lá arrancamos, seguimos as indicações, sempre com cuidado não fosse o eixo saltar, e lá encontramos o sucateiro. Um armazém numa zona industrial, servia de abrigo a uma sucata de motas, há porta uma mota da polícia dos Estados Unidos, entramos e pedi a um homem já de idade de cabelo branco um rear axle noth, olha para mim e saca debaixo do balcão de uma caixa de bolachas, por momentos pensei que tivesse pedido algo de errado ate que ele tira a tampa e lá dentro vejo uma infinidade de porcas, diz-me para eu encontrar a que me servia. Pegamos na caixa e vamos para a mota tentar encontrar uma que desse. Lá encontramos uma, por ver das dúvidas ficamos com duas. Agora faltava coloca-la, ainda pensamos em voltar a deita-la mas não tudo à nossa volta era alcatrão e cimento e não me estava a apetecer deita-la ali, o Tiago arranca para o interior da armazém e diz que vai pedir um macaco, vou com ele e quando chega ao pé do mesmo homem de cabelo branco pede por um “hidraulic monky”. Aquela expressão não me suou bem mas a verdade é que eu também não sabia como pedir um macaco mas a verdade é que ele apenas disse para esperarmos um pouco, foi à oficina e trouxe um macaco, apenas nos disse para termos cuidado com o peso da mota. Lá levantamos a mota e pusemos a porca. Apertamos a porca com todas as forças e mais alguma, não fosse ela saltar novamente. Com tudo isto já tinha passado uma manhã, fomos então para a cidade para ver o que ela nos reservava. A impressão do dia anterior confirmou-se, achei uma cidade industrial e cinzenta mas detentora de uma beleza única, as ruas organizadas e limpas, as pessoas disponíveis e simpáticas sempre metíamos conversa. Passeamos pela cidade toda a tarde, as ruas são decoradas por pessoas de todas as nacionalidades e turistas, as ruas são animadas, escutasse o som harmonioso de uma harpa ao longe, os estudantes confundem-se com os turistas. O passeio da tarde termina no jardim de inverno do famoso Temple Bar, rodeado de caras bonitas e o típico som irlandês. Lá descansamos um pouco onde deu para saborear uma tosta e uma “pint”. Retomamos o passeio e fomos em direcção as motas mas já se aproximava das horas de jantar, decidimos então dar mais uma volta e jantar por ali mesmo, o dia termina com o jantar num Wine Bar acolhedor. Barriga cheia era hora de ir dormir e descansar que no dia a seguir teríamos de rumar a Belfast, lá nos deitamos na noite que mais parecia dia. |
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| Autor: | bmoreira [ 25 out 2011 19:05 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
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| Autor: | bmoreira [ 25 out 2011 19:07 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
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| Autor: | bmoreira [ 25 out 2011 19:08 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
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| Autor: | bmoreira [ 25 out 2011 19:09 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
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| Autor: | Lança [ 25 out 2011 19:09 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Tudo nasceu em género de brincadeira - Escocia 2010 |
O que aconteceu à Vara ?
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