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| Autor: | BRUNO BOTELHO [ 03 jun 2009 21:49 ] |
| Assunto da Mensagem: | Aproveitando as folgas… |
Ontem, dia 02 de Junho, decidi aproveitar da melhor forma a folga do meu emprego e decido fazer mais um passeio de carácter mototurístico, mas com alguns percursos fora de estrada. Contudo, não tinha mais nenhum companheiro para me acompanhar em mais um magnífico passeio, dado que num dia de semana quase todas as pessoas trabalham. Por isso, não tencionava tomar percursos mais complicados, porque na eventualidade de alguma coisa correr mal, não teria ninguém para me auxiliar. Assim sendo, preparei a mota, equipei-me o suficiente para um passeio desta natureza, montei o GPS e fiz-me à estrada! Tendo em conta as minhas intenções para este passeio, decidi tomar alguns percursos fora de estrada situados entre a freguesia da Relva e as Sete Cidades, ou seja, ia atravessar uma série de percursos que iam passar pelas freguesias da Relva, Feteiras, Candelária, Várzea, Ginetes, Mosteiros e, finalmente, Sete Cidades. Percursos com vistas muito interessantes sob a costa e para a montanha. Mal entrei no primeiro percurso, junto ao miradouro da Rocha da Relva, uma vista sob esta zona costeira: ![]() Contrariamente aquilo que se tem acontecido nos últimos dias, neste dia a chuva parou e fez uma tarde de sol, apesar de lá de vez em quando ficar encoberto e do vento que se fazia sentir. Neste miradouro, é possível ver as casas de Verão que se encontram mesmo junto ao mar: ![]() O acesso a estas casas de Verão é feito através de um trilho pedestre, levando sensívelmente 30/40 minutos até chegarmos lá baixo. O problema é o regresso, que é sempre a subir .Para os turistas, é possível ir de burro até lá baixo, sempre na presença de um guia. De certeza que é menos cansativo Mas o primeiro trilho já estava à espreita, o trilho da Vigia das Feteiras: ![]() Entrei neste trilho a um ritmo calmo e descontraído, aproveitando para testar as mais recentes afinações na suspensão dianteira, as quais estavam a revelar-se mais eficazes:nod: Este é um trilho que gosto de fazer, apesar de algumas partes do piso serem algo duras e esburacadas, exigindo uma boa afinação da suspensão. Nada que assuste, mas um trilho que requer alguma atenção do pessoal das Maxi-Trails. ![]() Após alguns quilómetros, encontrei um cavalo no meio da zona de passagem :![]() Infelizmente, o dono deste pobre animal achou que o melhor local para ele era exactamente no meio do trilho , mesmo sabendo que haviam pastagens em ambas as zonas laterais deste trilho.Tentei passar por ele, umas vezes com a mota desligada, outras com a mota ligada, mas este “amiguinho” esboçava alguns comportamentos duvidosos, tipo um bater de batas algo nervoso e em jeito de se preparar para dar algum coice. Decidi que não valia a pena arriscar esta passagem duvidosa, de forma a salvaguardar a minha segurança e de forma a não deixar o pobre animal ainda mais nervoso. Por isso, tive que fazer um “reroute” ao percurso, que é como quem diz, voltei para trás Pelo caminho, encontrei um Pirelli Scorpion MX (gasto), que deveria pertencer a alguém: ![]() Ao voltar para trás, tive que forçosamente entrar no asfalto e tive que fazer alguns quilómetros até entrar no próximo percurso fora de estrada, na freguesia das Feteiras, onde atravessei uns belíssimos estradões de terra e pude divertir-me à grande.![]() Depois de atravessar umas quandas vezes a traseira, fazer uns arranques mais atrevidos e apanhar alguns pequenos sustos, que fazem parte do “jogo”, parei no miradouro dos Mosteiros, para apreciar esta bela vista sob a Ferraria:![]() A Ferraria é uma zona que possui águas termais, ou seja, junto às rochas existem umas piscinas naturais, em que a água a determinadas alturas do dia fica quente. Este aquecimento é de origem vulcânica e, por vezes, junto às rochas fica tão quente que é quase impossível lá estar .Uma zona muito procurada pelos turistas e que de momento está a ser alvo de obras de reabilitação, que visam o melhoramento do acesso a estas piscinas naturais e construcção de uma complexo balneário termal, que em tempos já existiu. ![]() Um pouco mais à frente, outra vista magnífica, mas sob os Mosteiros e os seus ilhéus: ![]() O “emplastro” ![]() Deste ponto até aos Mosteiros, é um pequeno salto, mas não sem antes parar num novo miradouro, o miradouro do Caminho Velho, que não existia nesta zona e que também possui uma vista sob os mosteiros, mas mais próxima. Este miradouro possui condições muito boas para se passar um dia agradável e fazer um churrasco. Espero que não seja vandalizado… ![]() No entanto, voltei à terra e rumei até ao centro dos Mosteiros, para relaxar um pouco junto ao mar e a uma zona de piscinas naturais: ![]() ![]() Durante o Verão, esta zona costuma a ser muito frequentada, quer por turistas, quer por locais, dado que as temperaturas nesta zona rochosa e junto ao mar, costumam a ser muito boas para o bronze ![]() ![]() Para os amantes da pesca, esta zona também é muito boa: ![]() ![]() Nesta freguesia, existe um trilho na zona de montanha que dá cesso às Sete Cidades. Decidi fazer o mesmo, dado que é acessível, mas ao chegar à entrada do mesmo, deparei-me com um sinal de sentido proibido. Fiquei confuso, porque da última vez que tinha feito este trilho, não havia qualquer tipo de proibição. Decidi ignorar a sinalização (aí se a Polícia lê esta crónica… ) e avancei!Mas não levou muito tempo até eu perceber a razão da proibição, ou seja, este trilho encontrava-se em obras: ![]() Infelizmente, este trilho poderá ser mais um daqueles que vai deixar de ser “off-road” e passar a ser acessível a qualquer tipo de veículo. Uma zona de montanha que provavelemnte vai ser invadida pelo cimento ou alcatrão… que crime… No entanto, decidi aproveitar o piso irregular que este trilho estava a apresentar devido às obras e atravessei-o. ![]() Havia muito cascalho misturado com terra, bem como algumas pedras soltas, tornando o piso super irregular, fazendo a roda traseira perder tracção por diversas vezes. É daquele tipo de piso que não podemos parar a meio, porque se paramos, arrancar é mais complicado .Encontrei alguns operários nesta obra, os quais ficaram espantados por ver uma mota daquele tamanho em pisos degradados como aquele. Perguntei-lhes se o resto do trilho estava acessível e a resposta foi positiva. Apenas advertiram-me para a presença de máquinas, mas as mesmas não estavam em funcionamento. Arranquei com alguma dificuldade, mas lá consegui ganhar tracção, mas quando cheguei junto das máquinas, não tinha uma zona de passagem 100% segura e acessível: ![]() Com um pouco de esforço, eu tinha conseguido passar, apesar daquela zona junto à berma ser mais mole e ter algumas pedras a incomodar a minha passagem. Só que este piso era muito solto e não convinha parar a meio e arriscar-me a atascar. Fiquei na dúvida… Mas para minha sorte, um dos operários apercebeu-se da situação e veio em meu auxílio, tendo rodado a parte superior da máquina, de forma a proporcionar-me uma zona de passagem mais aberta e acessível. Obrigada companheiro! Dito isto, arranquei, sempre com a roda traseira a perder tracção, mas sempre de punho enrolado, porque se baixasse a velocidade, atascava e isso não era aquilo que queria. Consegui superar esta zona, com uma grande sensação de vitória e, pela frente, mais alguns metros de estradão irregular: ![]() Esta recta que vêm na foto foi super divertida de fazer, pois era eu a acelerar e a roda traseira a querer tomar a sua própria direcção, varrendo o piso constantemente. Pura diversão!!! Após este trilho, rumei até ao centro das Sete Cidades e parei no cafe de S. Nicolau. ![]() No café, uma queijadinha acompanhada por uma Laranjada ![]() Antes de voltar à terra, dei uma voltinha pela freguesia, a qual encontra-se rodeada pelas montanhas. Esta é uma freguesia que à muitos e muito anos foi um vulcão, o qual após cessar a sua actividade, originou esta bonita freguesia e dotou-a de 2 bonitas lagoas, a verde e a azul, bem como de uma natureza e paisagens fantásticas. ![]() Nesta freguesia, encontramos sinais dos nossos antepassados, como as casas feitas em pedra: ![]() Algumas destas casas encontram-se devidamente remodeladas e são possíveis de alugar. Um fim-de-semana nas Sete Cidades, significa um reencontro com a natureza e um sossego a todos os níveis. Ficamos com a sensação de que o tempo passa mais devagar. Vale a pena! Continuei na minha voltinha pelo centro, deliciando-me com as paisagens. ![]() Junto às lagoas, as fotos são obrigatórias: ![]() ![]() ![]() Aqui só se ouve o ruído dos pássaros e pouco mais... ![]() ![]() Digam lá, fico bem nas fotos, não fico??? ![]() Claro que o barulho da minha mota foi o único som a interromper esta tranquilidade. Mas juro que não abusei do acelerador nestas zonas ![]() Existem vários trilhos pedestres nesta zona, em que alguns deles circundam as lagoas. ![]() O verde da lagoa verde estava bem perceptível neste dia: ![]() ![]() Mas apesar deste cenário idílico, comigo a circular a um ritmo que dava para absorver toda esta tranquilidade, uma pequena distracção fez com que fosse ao tapete Foi mais ou menos assim: circulava a baixa velocidade e quando efectuei um pequeno movimento com a roda dianteira, a direcção trancou para o lado esquerdo e a mota “fugiu-me” de frente, levando a que eu e a mota tombasse-mos para o lado esquerdo. Esta zona é uma daquelas zonas em que a lama encontra-se seca e dura, mas ainda com um pouco de humidade, ficando com um aspecto polido, tipo calçada, mas que na realidade está super escorregadia. Quando tombei para o lado, eu e a mota fomos de arrasto uns 3 metros, sensívelmente. Vejam lá as marcas no chão: ![]() E a zona onde começou a queda até à zona onde paramos de escorregar: ![]() Mesmo a baixa velocidade, deu para ir de arrasto. Quanto ao danos, nada de especial, a não ser uma protecção de mão com marcas vísiveis da queda, mas pouco, para além de se ter partido junto ao parafuso da manete da embraiagem. Mas a sorte é que tenho outro par suplente. ![]() A “crash-bar” é que sofreu os maiores danos, tendo recolhido até junto da carenagem lateral da mota, a qual também sofreu uns ligeiros riscos. Mais uns metros de arrasto e a mesma poderia ter feito a pressão suficiente para partir a carenagem. ![]() Resumindo: mais trabalho na efectuar na oficina lá de casa. Como vêm, qualquer distracção pode ser prejudicial e, em cenários como as Sete Cidades, é muito fácil distrairmo-nos .Mas decidi que não era este pequeno azar, que não teve consequências físicas para mim, que iria estragar este belo passeio e lá continuei a deliciar-me com as paisagens junto às lagoas. ![]() Mais alguns minutos decorridos e rumei em direcção às Cumeeiras, de forma a divertir-me um pouco mais com este trilho que circunda as Sete Cidades e nos proporciona vistas fantásticas sob a mesma. ![]() ![]() Digam lá se com vistas destas não é fácil distrairmo-nos??? ![]() ![]() Uma maravilha! ![]() ![]() Basta percorrer-mos mais alguns metros nas Cumeeiras, para voltar-mos a tirar mais algumas fotos que nos paredcem estar com uma vista melhor. É complicado escolher o melhor ângulo, porque as possibilidades são imensas. ![]() ![]() O verde é tão intenso que chega para embriagar qualquer um .![]() ![]() ![]() No fim das Cumeeiras e já junto ao miradouro da Vista do Rei, a foto da praxe, de frente para as lagoas: ![]() E com esta última vista, terminou o meu passeio. Rumei até a casa, pois tencionava dar ínicio aos trabalhos de manutenção dos danos causados pela queda. Abaixo, encontram-se alguns dados deste passeio: ![]() Não liguem à velocidade máxima atingida, pois foi na via rápida a caminho de casa Em casa, troquei a protecção de mão, voltei a colocar a “crash bar” na posição original, forrei a zona lateral da mota e procedi à pintura da “crash bar”: ![]() São ossos do ofício ![]() Apesar da queda, diverti-me imenso com este passeio e também não posso deixar de confessar que também me divirto um pouco com estes trabalhos de oficina, os quais são sempre uma mais valia em termos de conhecimento geral da mota e experiência pessoal. Um passeio mototurístico que primou pela beleza das paisagens e que ajudam imenso a relaxar e a aproveitar da melhor forma as folgas Boas Curvas!
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| Autor: | Miguel [ 04 jun 2009 08:39 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Aproveitando as folgas… |
Pelos vistos conseguiste reparar os estragos feitos... Isso é o que se pode chamar aproveitar bem as folgas |
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| Autor: | Lança [ 04 jun 2009 09:03 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Aproveitando as folgas… |
Como sempre grandes fotos e um muito bom relato
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| Autor: | BRUNO BOTELHO [ 04 jun 2009 09:26 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Aproveitando as folgas… |
Pessoal, obrigada pelos comentários. kidhornet Escreveu: Pelos vistos conseguiste reparar os estragos feitos... Sim, consegui Mudei a protecção de mão, coloquei a "crash bar" na posição original e pintei-a e usei um tira riscos da Turtle Wax, que deixou os riscos feitos quase imperceptíveis. O produto da Tartaruga que usei foi este: ![]() Um produto muito eficaz e que recomendo Não retira os riscos, mas disfarça-os e bem .
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| Autor: | Zé Martins [ 04 jun 2009 13:28 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Aproveitando as folgas… |
Muito bem Bruno, tudo de primeira qualidade!!!Tás com uma experiência invejável.... tudo 5*!!! Não bastasse teres essa máquina, ainda tens o paraíso para rolar..... PARABÉNSSSSSSSS!!!!!!
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| Autor: | BRUNO BOTELHO [ 04 jun 2009 15:17 ] |
| Assunto da Mensagem: | Re: Aproveitando as folgas… |
ZE, Obrigada pelos comentários ZE MAGUI Escreveu: Não bastasse teres essa máquina, ainda tens o paraíso para rolar..... E que paraíso...
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