Durante a consoada (24 Dez) o meu irmão e o Victor Ramos incomodados com o facto de terem as motas na garagem, já com pneus à homem, por estrear, perguntavam-me como era no dia seguinte: vamos andar de mota???
Isso para mim é um convite. Nem precisava de mais desculpas. Vamos claro!
Poucas horas de sono devido à noite de Natal passada em família. Eram 8h da manha já tinha a mota fora da garagem.
Estavam 1º negativo... que frioooo! A minha mulher diz que sou tolo por ir andar de mota aquela hora.

Equipado a rigor fui a casa do meu irmão. Já tinha a laranjinha à porta a trabalhar.
Arrancamos os dois em direcção ao ponto de encontro com o Vitor Ramos.
À horinha começamos a ouvir o estrondo dos akrapovic da laranjinha do Ramos.
Primeira dificuldade do dia: arranjar uma bomba de gasolina aberta às 8h30 do dia de Natal. Lá conseguimos atestar os depósitos.
Tinha dito à minha mulher que ia só ali e já vinha...
E foi verdade! Fomos só ali ao Gerês e voltamos para casa todos contentes.
Estatísticamente foi isto que fizemos em +/- 3h



Dá para imaginar pelo pico da altitude que em determinados sitios deixamos todos de ter frio
Aliás, tivemos tanto calor que eu fiquei só com a sweat vestida e mesmo assim transpirava!
Mas a ideia era por as LC8 à prova e para isso não podiamos andar a fazer passeios de cócós em estrada acompanhados por scooters
Voltando ao que interessa, o ponto de partida é comum a muitas aventuras: A vila termal de Caldelas - Amares
Situada no vale abrigado do Monte de S. Pedro este local é para mim à mais de 10 anos o ponto de partida para excelentes passeios de moto.
Resolvi procurar novos caminhos e o resultado foi o melhor possível. Um novo trajecto para chegar à Serra de Sta Isabel.
Estranho, mas o percurso começou por aqui:

Alguns metros depois reparamos que a chuva tinha posto a descoberto as pedras da calçada

Os estreantes de LC8 estavam nas sete quintas. Surpreendidos com a suspensão da KTM!

O meu irmão diz que "LC8 não tem nada a ver com BMW... é outro campeonato"

Um picadeiro minhoto




Prosseguimos viagem rumo ao desconhecido. Sabiamos para onde queriamos ir, e começamos a navegar uma vez mais a azimute.



Ok, aqui estavamos numa parte baixa da montanha e via-se que a chuva tinha sido forte


Para traz ao longe a cidade de Braga. O nevoeiro deixava adivinhar que estava fria!

Para a frente aquilo que nos ia tirar o frio

Thats what I like

Para o jorge e o ramos não ficarem preocupados lá fui dizendo: "é só aqui e já acabam os regos"

Gajos de coragem meteram logo as motas a caminho! Quem é que diz que é a primeira vez que andam de LC8 no monte???

A paisagem era... quente!


Alguns (muitos) metros depois, terra batida

As motas estavam imaculadas. Diga-se que em todo o passeio nenhum deles deixou a KTM provar a terra

A norte a paisagem era dominada pela Serra Amarela, já com neve (como é panisgas??? vamos lá??)

A sul no vale a Vila de Caldelas e mais ao fundo a cidade de Braga.

Mas voltando aos caminhos...

Os caminhos convidavam as LC8. Os pilotos decidiam quem ia dar o gosto ao pneu em primeiro lugar

Lá foi o meu irmão mostrar como é que um pneu só dura 1000kms

Depois o Ramos a fazer o mesmo. Querem encomendar os pneus ao mesmo tempo para poupar nos portes.



Chegamos aos 4 caminhos! A paisagem convidava a relaxar

Uma foto

Outra foto

O Ramos e a amante dele...

Seguimos viagem em direcção à Serra
A temperatura desceu ao ponto de congelação

Entramos numa onda de "corta-mato", na foto o Ramos mostra como se faz isso com a LC8



O meu irmão a curtir a LC8

As poças de lama deram lugar a poças de gelo



A Serra Amarela

Não a mais de 80kms a Serra de Arga!!! Lá voltaremos em breve


Em plena serra

Foto de grupo

Zona de gelo

Descemos por alcatrão até ao início da Geira Romana e resolvemos fazer o percurso mas na direcção norte->sul
Como estavamos alguns metros abaixo, o gelo dava lugar a água, muita água


A minha é mais bonita que a tua

Início do percurso de regresso a casa, pela Geira




O caminho era agora um ribeiro




Havia água a sair por todo o lado. O nível de humidade devia ser elevado



Caminhos manhosos

Caminhos marcados por LC8's com pneus que nem 1000kms vão durar...




Caminhos como nós gostamos



Motas paradas para ver a dificuldade


Derrocada provocada pela chuva. Fomos availar o estado do terreno. Estava transitável

O Ramos a dominar a LC8


Uma coisa que me chamou a atenção num buraco por onde corria água



Seguimos viagem pela Geira

Pausa junto à estrada



Victor Ramos: "é uma máquina do diabo"

Seguimos viagem pelo verde do minho



E já na nacional a travessia da ponte do Rio homem

Foi uma manha e pouco mais de 50kms de pura diversão.
Vale sempre a pena andar de moto ao frio quando se anda em boa companhia.
Feliz Natal para todos!