Registado: 21 abr 2009 12:11 Mensagens: 2485 Localização: São Miguel - Açores
Explorando..., outra vez
No passado Domingo, Eu, o Ricardo e o Rui, voltamos a realizar mais um passeio fora de estrada, o qual voltou a assumir um carácter exploratório. Voltamos a centrar as nossas atenções para os trilhos que se situam entre a Lagoa e Vila Franca do Campo, pois parece-nos que existem alguns trilhos mais “escondidos” e possíveis de atravessar. Contudo, as condições meteorológicas não estavam as melhores, ou seja, nevoeiro e promessa de alguma chuva. Mas nada que nos impedisse de sair. Neste passeio, testei os novos óculos da SCOTT, com a lente ligeiramente escurecida e espelhada:
Muito bons, com grande nitidez e sem escurecer em demasia. O que gostei mais foi o encaixe na cara, ou seja, muito confortável e anatómico. Voltando ao passeio, começamos o mesmo na Lagoa, atravessando alguns trilhos já familiares:
Aqui o nevoeiro ainda não era muito…
Além do nevoeiro, tivemos que ter atenção com o piso, porque o mesmo estava enlameado em algumas zonas, mas em termos gerais, estava escorregadio, fruto da humidade que estava. Fui vítima do piso escorregadio, ou seja, a roda dianteira escorregou e caí para o lado:
O problema não foi cair para o lado, o problema foi que caí para o lado de uma ravina e fui de “voo” lá para baixo para as conteiras:
Para minha sorte, não caí muitos metros, dado que houve um tronco de árvore que parou o meu “voo”. Felizmente, não me magoei, fruto das protecções e de também não ter apanhado uma superfície dura. Mais adiante, aquilo que a malta gosta, troncos:
Perto da Barrosa, estivemos a explorar um novo trilho, o qual parece fazer ligação com um outro trilho que exploramos da última vez.
Contudo, optamos por ir a pé, pois não tínhamos a certeza se, de facto, este trilho fazia ligação com o outro e o mesmo não apresentava condições para irmos de mota, ou seja, uma zona tipo trialeira e cujo piso era puro barro:
A pé já escorregávamos bastante, imaginem de mota?
Definitivamente e tal como o Rui referiu, havemos de fazer este trilho de mota, mas num dia sem humidade, com o piso bem seco e a subir. Bem, continuamos a nossa exploração “à la pata”, atravessando algumas pastagens através do nevoeiro, que ficava cada vez mais denso:
Ainda andamos uma distância considerável, que com equipamento TT foi muito confortável, especialmente para os pés, devido ao grande conforto das botas TT. A dada altura já parecia que já tínhamos andado mais a pé do que de mota. E eis que no meio do nevoeiro surge alguém, que por momento pensei ser o D. Sebastião, mas não, era o Rui:
Concluímos que este trilho é possível, mas terá de ser num dia mais seco, porque descer uma trialeira em barro, seria demasiadamente arriscado. Voltamos para trás, agora com a subida da Barrosa em mente.
Ao longo da subida, apanhamos com muito nevoeiro, que se tornou super incómodo, especialmente quando queríamos tentar perceber qual a melhor trajectória.
Como habitualmente, para o Rui e para a sua Gas Gas de Trial, esta subida das pedras da Barrosa não constituiu grande dificuldade, apenas para mim e para o Ricardo é que foi mais trabalhoso. No entanto, saliento o nosso desempenho nesta trialeira, ou seja, relativamente rápido e cada vez mais à vontade. Claro que há sempre uma ou outra parte que nos dificulta mais a vida, mas nada que não se ultrapasse com um pouco de entre ajuda:
Sabia que a Husqvarna fazia motas e moto-serras, mas lança pedras desconhecia:
Ainda bem que estava afastado, senão ia doer. A parte final da subida da Barrosa:
Após a Barrosa, exploramos mais alguns trilhos que se situam na descida da Lagoa do Fogo, sentido Lagoa. Uma vez mais, tivemos que deixar as motas para trás e seguir a pé, pois tratava-se de uma zona de ravina, não sendo conveniente arriscar. Apesar do nevoeiro, a beleza desta zona era evidente:
Ainda bem que seguimos a pé, porque este trilho não era “pêra doce”, ou seja, descidas acentuadas e escorregadias e subidas igualmente nos mesmos moldes, com ravinas nas laterais. Não havia margem para erros…
Conclusão, mais um belo trilho, que num dia de sol deverá revelar paisagens espectaculares, mas não indicado para motas, dado os acessos muito apertados em algumas zonas, as subidas e descidas que andam de mãos dadas com as ravinas e a incerteza do sucesso. Um bom trilho pedestre, e mesmo assim com alguns perigos. Seguiram-se mais alguns trilhos desconhecidos, mas que não deu para explorar muito, pois o nevoeiro era muito. Ficará para um dia de sol.
O Rui estava imparável, de mota ou a pé, queria trilhos novos:
Um pequeno vídeo daquilo que foi o passeio em traços gerais (câmera montada na mota,):
E pronto, o tempo passou depressa e já era tempo de regressar a casa. Uma vez mais, foi um excelente passeio, não só pela sempre óptima companhia, mas também pelo percurso e novos trilhos descobertos. Pena as condições meteorológicas não terem sido as mesmas do dia anterior, senão teria sido bem mais divertido. De qualquer forma, valeu a pena cada km.
Boas Curvas!
_________________ Boas Curvas! Bruno Botelho KTM LC8 950 ADVENTURE & KTM EXC 400 -Ready To Race
ainda bem que a queda correu pelo melhor e tudo terminou bem!
até proxima...
_________________ Agostinho Gomes e a sua KTM 990 Adventure RS Branquinha
02 nov 2011 23:54
BRUNO BOTELHO
Aventureiro
Registado: 21 abr 2009 12:11 Mensagens: 2485 Localização: São Miguel - Açores
Re: Explorando..., outra vez
Agostinho Gomes Escreveu:
ainda bem que a queda correu pelo melhor e tudo terminou bem!
Nem mais Posso até dizer que tive sorte na zona onde caí, porque naquele percurso existem algumas ravinas bem mais perigosas Mas pronto, cair faz parte
_________________ Boas Curvas! Bruno Botelho KTM LC8 950 ADVENTURE & KTM EXC 400 -Ready To Race