Já fazia algum tempo que a malta das “Big Trail” não se juntava para um passeio aventura, como acontecia à muito tempo atrás, onde o grupo chegou a ser bem composto.
Contudo, alguns dias atrás, o Pedro Freire falou comigo no sentido de se voltar a realizar mais alguns passeios como “antigamente”, mas tentando juntar o máximo possível do pessoal que habitualmente participava.
E assim foi!
Após os devidos contactos, lá se conseguiu reunir um nº interessante de participantes, os quais mais não eram que a malta que já participava nestes passeios.
Compareceram, Eu na 950 ADV, Narciso na 950 ADV, Pedro Freire na 640 ADV, Carlos Rego também em 640 ADV, Nuno na NX4 e o Filipe na ST 750.


Algumas das ausências notadas foi a do nosso amigo Miranda, com a sua boa disposição e o Gregório, que nos acompanhou desde o início. Claro que ficam a faltar o Adolfo e o Dinis, por exemplo, mas estes já não se encontram na ilha, o que é uma pena.
Quanto ao passeio, dada a ausência de inscursões no fora de estrada pela maior parte dos elementos do grupo, não convinha “atacar” de imediato os trilhos ditos mais difíceis, mas sim ir progredindo aos poucos, ou então, conforme a disposição do grupo.
O destino escolhido foi as Sete Cidades, onde a grande variedade de trilhos seria ideal para este passio.
Até lá, o habitual, Vigia das Feteiras, Feteiras e arredores e Sete Cidades.
Passagem pela Vigia das Feteiras, com o piso a apresentar-se muito escorregadio. No meu caso, sentia a frente constantemente a “fugir”. Penso que aquele Karoo T que tenho na dianteira é o culpado, cuja configuração é pouco agressiva e eficaz no piso escorregadio e enlameado…, a rever…





O ritmo do passeio estava a ser agradável, com cada um a não entrar em ritmos mais “vivos”. A preocupação era voltar a ganhar confiança com as motas grandes e depois viria a diversão.



Contudo, o passeio estava a correr bem e não tardou nada até tentarmos alguns trilhos que pediam mais atenção, como a descida com vista para os Mosteiros, que feito de “Maxi Trail” não deixa de ser intimidante:

O problema não é tanto a descida, mas sim algumas partes com regos e piso solto. Além disso, se abusarmos do travão traseiro, a tendência é atravessar a traseira em demasia, como aconteceu com o Pedro e o Narciso.


Menos travão…


Hora de um pequeno banho:



Grande ST 750, os anos não passam por ela:

Passagem pelas sempre rápidas Cumeeiras, com umas vistas fabulosas, especialmente por causa das excelentes condições climatéricas.



Quando se apanha um excelente dia como este, as Sete Cidades são qualquer coisa de espectacular. Não sei se é o verde, se são as vistas, a envolvência, ou a combinação de todos estes factores, mas é um prazer estar nas Sete Cidades com bom tempo.


Fantástico!!!


Descendo ao centro das Sete Cidades:

O Narciso apesar de não abusar no acelerador da sua LC8, foi sempre muito certinho e cuidadoso. Mais alguns passeios e já pareces o Cyril Despres.


Antes do almoço, ainda demos um saltinho ao Caminho dos 3 Kms, mas o azar bateu-me à porta, isto é, em pela subida e aceleração a minha LC8 foi-se abaixo. Ligo-a novamente, tento arrancar e vai abaixo. Repito o processo e vai abaixo…
Bem, fiquei logo a bater mal, mas quando voltei a tentar, reparei que a LC8 ia abaixo assim que engrenava 1ª velocidade e tentava arrancar. Pareceu-me coisa de sensor de descanso lateral, ou seja, como se estivesse com o descanso aberto.
Após uma rápida vista de olhos, confirmou-se que o sensor do descanso, mais concretamente uma espécie de placa eléctrica, estava danificada, ou melhor dizendo, partida, baralhando aquela pequena parte eléctrica e impossibilitando-me de arrancar.
Resolveu-se fazer uma ligação “pirata”, isto é, unir os fios, só que como haviam 3 fios, tínhamos que ir às tentativas.
Felizmente, o Narciso foi uma grande ajuda, porque como não entendo nada de partes eléctricas, preferi pedir a quem soubesse.

O homem acertou à primeira e problema resolvido em 5 minutos!
Obrigado Narciso!
Problema resolvido, subiu-se os 3 Kms:




Mas já era hora do almoço e, regressamos ao centro das Sete Cidades para tal, aproveitando a sempre agradável estrada de cimento:

No almoço tivemos a presença do nosso amigo Miranda, que está a recuperar de uma intervenção cirúgica à mão.
Como sempre, estava bem disposto e animou o almoço, além deste encontro com o grupo servir para lhe motivar ainda mais na sua recuperação.
Força amigo!

De tarde, andamos mais um pouco, mas já sem a companhia do Narciso, Nuno e mais tarde o Filipe.
Continuamos por alguns trilhos das Sete Cidades, assim como alguns trilhos de regresso a Ponta Delgada.
Alguns revelaram algumas surpresas e fruto do mau tempo, como árvores caídas, que, felizmente, não impediram a nossa progressão.

Descendo o caminho que fica ao lado do hótel Monte Palace:

Não foi uma descida pacífica com estas motas grandes, porque o piso em pedra pomes estava muito solto e haviam muitos regos. Fez-se, mas não convinha facilitar…

Seguiu-se uma incursão por um trilho de Enduro, o qual até nem é nada do outro mundo, mas existem alguns regos mais profundos, que poderiam complicar a nossa vida. E complicaram!

Surgiram os tais regos mais profundos, os quais acabaram por ser profundos demais para o volume destas grandes “senhoras”. Mas ainda assim continuamos em frente, estudando sempre muito bem a nossa progressão.

Valia de tudo para se passar da melhor forma, até de costas:

Lá vai a LC8, que nunca se nega a um desafio:

Tudo bem aí em cima?

E pronto, eis que chegamos a um rego verdadeiramente profundo e onde as motas ficavam bem encaixadinhas:

Com algum jeitinho, as 640 ADV passaram:

Já a LC8 avançou alguns metros e ficou encaixada, muito por culpa das “crash bars”:

Mas com alguma ajuda lá se conseguiu tirar a LC8 de lá. Parecia que ia ser complicado, mas não, foi rápido e sem muito esforço físico.
Seguiram-se mais alguns trilhos e estava terminado este passeio com as motas GRANDES.
Resumindo, foi um excelente passeio, não só por reunir novamente as motas grandes, mas principalmente pelo reencontro do grupo que outrora se aventurava pelos trilhos.
Um regresso saudável e que se pretende dar continuidade.
Percurso e pessoal foram 5 estrelas, valeu a pena!
Boas Curvas!