Boas,
E lá passou mais um fim de semana prolongado que me tirou a barriga de miserias de andar de mota, fizemos mais ou menos o que tinha previsto, ou seja, 600 km de track, nada mau para 4 dias e com alguns imprevistos.
4ª feira ao fim da tarde lá fomos, eu e o Ricardo, rumo ao ponto onde tinhamos parado da ultima vez, 300km de estrada para lá chegar, quarto marcado numa pensão, jantar maravilha num restaurante lá perto (posta á transmontana regada por duas garrafinhas de um vinho da casa que por sinal era muito bom) e o espirito estava criado para o dia seguinte.
Uma particularidade, o quarto não tinha luz, porque chegamos tarde e a senhora não sabia ligar no quadro geral, nem sabia onde era, solução: iluminação a gaz no quarto:

O Nico lá deu sinal de si, e apesar de não estar muito convencido em aparecer no dia seguinte, lá confirmou.
5ª feira. Saida de Bemposta rumo a Miranda do Douro

Logo no inicio, apareceu uma curiosidade, um caminho romano, que eu já sabia que estava lá mas fiz-me de inocente. O Ricardo começou a passar-se um bocado.



As paisagens começavam a aparecer:

E a cerveja também, foi uma constante as paragens nos cafezitos das aldeias para duas de treta entre nós e com os conterraneos e uma cerveja a acompanhar

O Rio Douro estava sempre presente nesta parte do percurso, é lindissimo esta parte do Douro internacional




Como me fartei de dizer antes, eu não conhecia os tracks que tinha, e muitos constatei no terreno que já eram um “bocado” antigos.


Mais Douro

E chegamos a Miranda, como o Nicholas queria ficar connosco e não tinha material de campismo lá decidimos mudar a ideia inicial de acampar e arranjamos uma pensão.

6ª feira. Pequeno almoço tomado e toca a bulir.
Todos os participantes, eu, Ricardo, Nicholas e Miguel Pedro, somos poupadinhos e todos tinhamos os pneus em fim de vida, o que não dava muito jeito na lama que encontramos no percurso.

Mas lá prosseguimos




Os almoços salvo algumas excepções eram umas sandes num café qualquer de aldeia


O Ricardo a arejar o material

O Nicholas nesta altura deu á sola e fiquei eu e o Ricardo para o resto do percurso que o objectivo era a parte oeste do parque de Montesinho.
Mais um café, duas de treta com o pessoal de lá, que se opõem vivamente ás baboselas, o Ricardo estava cá fora a secar meias nos cilindros da GS, e logo apareceu uma senhora, com imensa pena do aspecto de desanimado dele, ofereceu-lhe umas do marido.

E mais do mesmo, caminhos fantásticos e paisagens de cortar a respiração, pena foi a chuva que não dava descanso e interferia com a nossa moral, havia um silencio de cortar á faca entre nós os dois.




Lá tivemos sorte porque ao chegar ao local do acampamento a chuva deu treguas e podemos fazer o nosso jantar descansados .... mais ou menos ...

O Ricardo andava ás voltas com o fogão a gasolina que tinha “isto não dá” “o vedante está lixado”, “dá mais presão”, “ deve estar qualquer coisa entupida” ... de repente BABUMMMMM .... labareda de metro e meio ... o Ricardo aos gritos ... eu a tirar a minha mota de perto daquilo ... eu a cair com a mota para o lado .... tudo aos gritos ... “mete agua”, “agua não”, atirou-se agua e aquilo piorou (o fogo espalhou-se mais) ... BUUUUUUMMMMM ... e acalmou.

Passado 2 minutos apareceu o Miguel Pedro, estavamos os dois ainda a tremer e o Miguel com uma cara de parvo a olhar para nós sem perceber nada

O que vale é que também tinha levado um fogão a gaz e deu para fazer o jantar ... comeu-se e bebeu-se bem nessa noite

O Miguel Pedro rezava para que o dia seguinte não fosse como a descrição do Ricardo dos dias anteriores, claro que eu assegurei que o percurso dai para a frente era só estradões

Sabado: Aspecto do acampamento


O Miguel mais aliviado

E toca a bulir



Aspecto de alguns estradões que encontramos




A pedra bolideira, consegue-se efectivamente fazer mexer esta pedra sem grande esforço




Já eram 18h00 e decidimos que passando o monte em que estavamos iamos começar a procurar sitio para acampar ... o problema foi passar o monte.



Só á custa de muito puxar pelo cabedal é que conseguimos sair dali e já de noite, mudamos os planos e fomos para Montalegre arranjar um quarto, estavamos exaustos, sujos e com fome mas de uma forma geral bem dispostos ... pelo menos eu estava. Lá arranjamos um hotel rural com muito bom aspecto (a unica coisa que havia aquela hora 22h30) que nos aceitou, apesar do nosso aspecto, comemos umas sandes e fomos deitar-nos ... antes de ir dormir eu tive um presente: verifiquei que tinha o pneu de trás furado, deixei para o outro dia.



Domingo: Montalegre até onde der:




O Ricardo em Pitões de Junias bazou para casa, o Miguel e eu ainda fomos comer qualquer coisa rápida e andamos mais um bocado




Chegamos a Vieria do Minho e eu já estava satisfeito, andar mais era exagero, necessitavamos de recuperar forças e estar com a familia um bocadinho, fomos á marina da caniçada e encontramos lá este especime:

E pronto, foi assim a odisseia. O Ricardo levou a GOPRO nova e deu-me o cartão de memoria para eu editar, mas ainda não tive tempo, vamos ver se logo á noite já ponho aqui qualquer coisa.
A proxima vez deste projecto vai ser só depois do Verão, quando calhar, ainda não sei muito bem como vou fazer o resto mas depois vê-se ... estou a pensar em ligar a Melgaço ... ou então vou para baixo e acabo isto na proxima vez.
