1º. Dia – WTC S. MiguelComeçou hoje a grande festa do mototurismo WTC S. Miguel com a chegada dos 21 participantes Continentais, bem como do Filipe Elias, da Catarina Almeida e do Daniel Bilbau da organização do WTC, no voo da SATA, às 20:30, sendo recebidos no Aeroporto João Paulo II por uma comissão de boas-vindas do Clube Motard de S. Miguel (CMSM). Depois do reencontro de bons e velhos amigos, seguiram connosco de carro até às instalações do motoclube, onde já lá estava o contentor de 40 pés com as suas motos.
Depois de alguma dificuldade para abrir o contentor, nada que o nosso engenhoso colega Mário Jorge não resolvesse de escopro e martelo, procedeu-se à retirada das malas e das motos do contentor, que felizmente chegaram ao destino todas em perfeitas condições.
O nosso engenhoso companheiro Mário Jorge a abrir o contentor
Desembarque das muitas motos continentais
Os nossos colegas do Continente trouxeram uma "armada invencível" de BMW's GSA 
O Clube Motard de S. Miguel mais parecia um cais de desembarque !
O grande Paulo (House) Carvalho a desembarcar a sua GSA, com a ajuda dos colegas "mustafás"
O meu bom Amigo e "mustafá" João Dias e a sua "avozinha" (Honda Africa Twin), companheiros inseparáveis e participantes assíduos do campeonato WTC
Mais um aspecto das muitas motas dos colegas do ContinenteSeguiu-se uma recepção no Clube Motard, com bar aberto e vários petiscos, enquanto os incansáveis Catarina e Filipe Elias distribuíam a documentação da prova aos concorrentes e programavam os seus GPS com o mapa da ilha e alguns pontos da prova.
Foi um serão muito animado, com a sempre salutar troca de impressões e experiências entre os motociclistas locais e os nossos companheiros do Continente, entre eles alguns dos meus grandes amigos “mustafás”, com quem o ano passado tive o grato prazer de viajar em Marrocos.
Em seguida, e já com as suas motos e bagagens, rumaram todos à Residencial Sete Cidades onde ficarão hospedados hoje e na última noite da prova. As restantes 3 noites serão passadas nos parques de campismo das Sete Cidades, do Nordeste e das Furnas, ao melhor estilo de aventura e contacto com a natureza que esta prova proporciona.
Amanhã, pelas 9:00, inicia-se a prova com a concentração, briefing e partida das instalações do CMSM. Que vença o melhor e, sobretudo, que todos se divirtam muito e desfrutem das belas paisagens da ilha de S. Miguel, que é afinal o principal objectivo desta prova mototurística !
2ª. Dia – WTC S.MiguelBastou-me realizar a primeira etapa do WTC, na zona das Sete Cidades, para ficar rendido aos encantos desta fantástica prova, que participo pela primeira vez, fazendo equipa com o Nicolau Wallenstein. Gostei tanto que quando chegara Lisboa a primeira coisa que vou fazer é procurar e comprar uma pequena trail usada, do género da Yamaha Ténéré 660 ou semelhante, para realizar o campeonato nacional de WTC de 2011. É uma prova que tem tudo do que mais gosto, o mototurismo, a aventura, orientação e regularidade, estratégia, adrenalina q.b. e sobretudo um ambiente de festa e confraternização espectacular entre os participantes, magistralmente organizada pelo Filipe Elias e toda a simpática equipa da Espaços Sonoros !
No primeiro dia da primeira etapa, o tempo acordou cinzento e chuvoso, sendo que já na Rocha da Relva, após a partida dada do Clube Motard de S. Miguel (CMSM), pelas 10:00 horas, abateu-se uma forte chuvada sobre a comitiva, chuva essa que nos acompanhou praticamente até à Ponta da Ferraria, onde paramos para os mais aventureiros tomarem um excelente e revigorante banho de mar "quente" naquele recanto paradisíaco e único.
Já perto do meio-dia rumamos ao Restaurante típico o Raião, na Candelária, para saborearmos um excelente almoço, onde não faltaram os deliciosos pratos regionais, como o arroz de lapas, carne assada, chicharros fritos e muito mais.
Depois do almoço seguimos para as Sete Cidades, local onde se desenrolou toda a primeira etapa da prova, sem antes passar pelo parque de campismo para os mais aventureiros montarem as suas tendas.
O Filipe Elias durante o briefing do primeiro dia de prova, realizado no Clube Motard de S. Miguel
Primeira paragem do dia, na Ferraria
O WTC é uma festa, e esta foto do Victor Figueiredo e da Celina, na Ferraria, ilustram bem isso
A Sara e o Paulo (House) Carvalho a montarem o seu "resort de 10 estrelas" no parque de campismo das Sete Cidades
Outro aspecto da comitiva no parque de campismo das Sete Cidades
O briefing da 1ª etapa, pelo Filipe Elias, ainda encalorado após a montagem da barraca :mrgreen:
As motos da equipa Açoreana no parque fechado dos Mosteiros, no final da primeira etapa

[i][color=#0080BF]O inseparável grupo dos "mustafás" que se deslocaram a S. Miguel para participar no WTC Açoriano
Um aspecto do magnífico por-do-sol nos Mosteiros
Ò pró Filipe Elias, cheio de estilo, satisfeito com o facto da primeira etapa ter sido um grande sucesso e ter decorrido sem incidentes dignos de registo
A despedida do astro rei, nos Mosteiros, que espero nos acompanhe durante os próximos dias ...Pelas 16:00, depois de um rápido briefing e a entrega das cartas militares e locais de controlo (waypoints) a todos os concorrentes, teve início a primeira etapa da prova que para mim e o meu companheiro de equipa Nicolau Wallenstein era uma estreia absoluta. Tudo era novidade. Mas graças ao profundo conhecimento do terreno, sobretudo por parte do Nicolau, rapidamente definimos a melhor estratégia para tentar passar e controlar nos 16 waypoints desta primeira etapa, de 2h30, num circuito muito bem escolhido que permitiu aos participantes desfrutarem todas as belezas de uma da 7 maravilhas de Portugal, as Sete Cidades, apesar do tempo apresentar-se ainda algo nublado nalguns locais.
Depois de algumas peripécias e um andamento que foi aumentando ao longo da prova, a nossa equipa conseguiu chegar às poças dos Mosteiros e controlar na hora ideal após cumprir 13 dos 16 controles desta primeira etapa. No entanto um destes pontos deverá ser anulada pela organização, pois o acesso estava vedado (Lagoas Empadadas), outro ponto falhamos por uma leitura errada da carta militar, e o terceiro ponto não cumprimos por opção, devido ao maior grau de dificuldade, não aconselhável a “kotards”

. Ainda que a competição seja o menos importante neste tipo de prova, julgo que honramos da melhor forma o Clube Motard de S. Miguel, e quero acreditar que a nossa equipa deverá ter ficado nos lugares cimeiros nesta primeira etapa.
Depois de assistir a um magnífico pôr-do-sol nos Mosteiros, local de chegada estrategicamente escolhido pela organização para o final da etapa inicial, regressamos às Sete Cidades para um delicioso jantar no Restaurante Lagoa Azul, com muitas iguarias das quais destaco o delicioso polvo assado. Ao jantar juntaram-se à comitiva vários sócios do CMSM, que estão a acompanhar a prova com muito entusiasmo e a “torcer” pela nossa equipa. Obrigado Amigos!
Porque não sou apreciador de campismo e confesso que o meu espírito de aventura não chega a tanto, pelas 22h30 regressei a casa na companhia do Nicolau e dos vários sócios do CMSM que se haviam deslocado propositadamente às Sete Cidades.
Resumindo, foi uma primeira etapa fantástica e muitíssimo agradável, na qual compensamos o total desconhecimento deste tipo de provas com o profundo conhecimento do terreno, para tentar obter uma classificação honrosa nesta etapa com mais de 150 kms, ainda que o mais importante sejam o convívio e a confraternização que este género de prova proporciona a todos os participantes. Uma autêntica festa !
Hoje, Domingo, a comitiva segue em passeio para o Nordeste e depois Furnas, onde na 2ª. e 3ª. Feira realizar-se-ão as últimas duas etapas da prova.
3º. Dia – WTC S. MiguelHoje foi um dia de puro mototurismo, com toda a comitiva a deslocar-se das Sete Cidades para o Nordeste, onde amanhã inicia-se a 2ª. etapa da prova, após assistir ao nascer do Sol sobre o mar, na Ponta da Madrugada, pelas 07h30.
A saída das Sete Cidades foi um pouco mais demorada porque houve necessidade de proceder a pequenas reparações numa das motos, devido a um ligeiro tombo no dia anterior.
Arrancamos das Sete Cidades pelas 11h00, com paragem na ponte que separa a lagoa verde da azul, seguindo depois em comitiva até aos poços das Capelas, para a segunda paragem do dia. Felizmente o tempo hoje esteve bom e permitiu aos muitos participantes apreciar devidamente toda a beleza da ilha.
Almoçamos na Maia, no Restaurante “O Sagitário”, onde fomos brindados com uma grelhada de peixe divinal. Estava tudo tão bom e animado que ninguém queria de lá sair, até que às 15h30 a polícia obrigou-nos a tirar as motos estacionadas em torno da igreja, devido ao início de uma procissão. Assim foi, pelo que fomos tomar café à Praia dos Moinhos, ali mesmo ao lado.
Reparações de última hora nas Sete Cidades
A "avozinha" e a sua prima mais nova, a minha Transalp alugada, na ponte das Sete Cidades 
Quatro maravilhas de Portugal juntas, a Celina, a Carla, a Sara e as Sete Cidades
Em amena cavaqueira na Ribeira Grande
Algumas das motos dos participantes com a bandeira dos Açores em fundo
Estava muitíssimo agradável na Praia dos Moinhos
A directora da prova, a simpática e sempre prestável Catarina, e o "senhor delegado" Filipe Elias (sempre) na engorda
Mais um aspecto do animado convívio na Praia dos Moinhos
Quem é que estacionou a moto mesmo para a fotografia ? 8)
O Paulo Carvalho, depois do almoço, a sonhar com uma galinha
Quem seria, hein ? :P
Vista geral do convívio na Praia dos Moinhos
A visita guiada à centenária fábrica do Chá Gorreana que o André Mota gentilmente nos proporcionouDepois de tão lauto repasto e de um agradável repouso no café frente à praia, ainda que contrariados, voltamos a subir para as motos com o intuito de montar as tendas no excelente Parque de Campismo do Nordeste, antes do anoitecer, sem antes passar na Fábrica de Chá da Gorreana, onde o André Mota teve a amabilidade de nos acompanhar numa agradável visita guiada àquela centenária fábrica.
De regresso à estrada seguimos em ritmo de passeio até ao Nordeste, passando pelas muitas obras e mamarrachos da nova scut, a que chamam de obras de arte. Curiosamente praticamente todos os continentais com quem falei sobre o assunto acharam esta obra um autêntico absurdo …
A organização da prova continua ao melhor nível e o grupo cada vez se entrosa mais, reinando a habitual boa disposição e a camaradagem dos WTC
Depois de todos se instalarem, uns no parque de campismo e outros na Estalagem dos Clérigos, fomos jantar ao Restaurante Tronqueira que, como já esperava, foi a refeição mais fraca que tivemos até ao momento.
Amanhã começa a 2ª. etapa da prova justamente na Ponta da Madrugada, às 08h00 da manhã, pelo que agora é altura de descansar e retemperar forças, para voltar a representar condignamente o Clube Motard de S. Miguel.
4º. Dia – WTC S. MiguelRealizou-se ontem a 2ª. etapa do WTC S.Miguel na zona do Nordeste e Povoação, que começou bem cedo num local fabuloso, a Ponta da Madrugada, na tentativa de assistir ao nascer do sol, onde foi também servido o pequeno-almoço. Infelizmente as nuvens não quiseram colaborar mas ainda assim os muitos concorrentes tiveram mais um momento alto de convívio e boa disposição, tão característico desta prova.
Às 8h00 o Filipe Elias e a Catarina deram início à distribuição das cartas militares da zona Nordeste da ilha, incluindo a Povoação, onde decorreu esta 2ª. etapa, e os respectivos 10 pontos de controle (waypoints), que os concorrentes tinham de percorrer até ao meio-dia.
Definidas as estratégias, cada equipa seguiu pela estrada que melhor acharam lhe permitisse cumprir o maior número de waypoints, sendo que alguns até escolheram “picadas” impossíveis de atravessar

Mais uma vez o percurso foi excelente, obrigando os concorrentes a passarem pelos pontos mais belos daquela zona da ilha, como por exemplo o Pico do Bartolomeu, a mítica Tronqueira, o Faial da Terra, o Sanguinho, a Povoação, a Salga, entre muitos outros. Felizmente o tempo colaborou e só nas zonas mais altas deparamo-nos com algum nevoeiro.
Embora o percurso fosse extenso, ainda assim cruzamo-nos pelo caminho com várias equipas, nomeadamente no Sanguinho, onde os concorrentes tiveram de “controlar” mesmo no centro daquela típica vila, agora em reconstrução, depois de descer um trilho em terra com uma inclinação bastante acentuada e algum grau de dificuldade.
Superiormente guiado pelo meu chefe de equipa, o Nicolau Wallenstein, lá fomos cumprindo paulatinamente mas de forma selectiva os vários pontos, uns mais fáceis, outros mais difíceis, onde alguns concorrentes, por engano, até subiram de moto a escadaria de uma capela numa das lombas da Povoação !
As novas tecnologias do Filipe Elias na Ponta da Madrugada
O Sol estava tímido ...
Bendito seja entre as mulheres
"Epá fiz aquela curva toda de lado", etc e tal ...
Os incansáveis Bruno e Paulo a chegaram com o pequeno-almoço à Ponta da Madrugada
Aspecto do pequeno almoço na Ponta da Madrugada
A "controlar" no Faial da Terra. Vejam para onde o Filipe Elias nos levou ! :shock:
Waypont numa capela da Povoação, onde alguns subiram de moto pela escadaria
Controlo de chegada na Lomba da Fazenda
Alguns preferiram ficar instalados na Estalagem dos Clérigos, no Nordeste
A equipa Açoreana do CMSM "kotards d'um corisco". Eu e o meu chefe de equipa, o Nicolau Wallenstein, cada vez mais adaptado à sua BMW GSA em pisos de terraJá no centro da ilha e porque o tempo ideal de chegada à Lomba da Fazenda, onde terminava a 2ª. etapa, aproximava-se rapidamente, e apercebendo-nos que era impossível cumprir todos os pontos sem ser fortemente penalizados, além de ter de “enrolar” bem o punho, optamos por não fazer o ponto da Salga, cumprindo assim 9 dos 10 waypoints desta etapa, ainda dentro do tempo ideal, o que voltou a colocar a equipa dos “Kotards d’um Corisco” nos lugares cimeiros da classificação geral, que só será conhecida algum tempo depois da prova, continuando assim a honrar as cores do Clube Motard de S. Miguel (CMSM), o nosso principal objectivo.
Após um animado almoço na Casa de Pasto o Cardoso, na Lomba da Fazenda, toda a comitiva regressou ao Nordeste para levantar o acampamento e seguir para as Furnas, onde hoje se realiza a 3ª. e última etapa deste WTC, aproveitando alguns dos concorrentes, amantes do fora de estrada, para percorrer de novo o magnífico troço da Tronqueira, rumo às Furnas.
Já nas Furnas e depois de montado o acampamento no parque de campismo, grande parte dos participantes foram tomar um banho à agora designada “Poça da Beija”, enquanto outros, que ficaram hospedados no Hotel Terra Nostra, como foi o meu caso, deliciaram-se com um retemperador banho na piscina de água quente e férrea do magnífico parque do hotel.
Pelas 20h30 foi servido um excelente e típico cozido nas caldeiras no restaurante do parque de campismo, onde se juntaram mais oito sócios do CMSM, em animada confraternização com os colegas e amigos do Continente.
Felizmente a prova continua a correr da melhor forma possível, sem incidentes dignos de registo, com uma organização formidável e um traçado fabuloso, que já nos fez percorrer mais de 550 kms em apenas 3 dias, rodeados pelas mais belas paisagens da ilha, acompanhados por uma animação constante !
Venha a 3ª. e última etapa, na zona das Furnas e da Lagoa do Fogo !
5º. Dia – WTC S. MiguelNem mesmo o tempo cinzento e chuvoso que se fez sentir ontem em S. Miguel conseguiu arrefecer toda a animação e alegria que reinou durante todo este WTC. Às 9h00 da manhã todas as 12 equipas apresentaram-se no briefing, que se realizou no parque de campismo das Furnas, para levantar os mapas e fotos da 3ª. e derradeira etapa da prova.
Definidas as estratégias, as várias equipas fizeram-se à estrada para tentar cumprir os últimos 10 waypoints, que se distribuíam pela zona das Furnas, também conhecido como Vale Formoso graças à sua rara beleza, e pela zona do Monte Escuro e Lagoa do Fogo, cobrindo assim a zona central da ilha.
Foi pena que a chuva e o nevoeiro que se fizeram sentir, sobretudo de manhã, não nos permitissem desfrutar das vistas magníficas do Castelo Branco, Pico do Ferro, Lombadas, Lagoa do Fogo, entre muitas outras, mas que em contraponto deu um toque de maior dificuldade à prova, onde a descoberta e a aventura foram uma constante.
Porque o piso estava bastante escorregadio, tivemos de moderar bastante o andamento, só conseguindo cumprir 8 dos 10 waypoints, e ainda assim chegamos à Ribeira Quente com cerca de 12 minutos de penalização. Mas isso era o que menos importava nesta grande festa do mototurismo nacional, pelo que a animação foi mais que muita durante o almoço que se realizou no final desta última etapa no Restaurante Costaneira, também conhecido pelo "Kadafi" dadas as semelhanças do proprietário com o líder Líbio, célebre na ilha pelos seus deliciosos chicharros fritos com molho de vilão. Mais uma grande escolha culinária da organização, à semelhança aliás das restantes, que permitiram aos concorrentes deliciarem-se com a gastronomia típica da ilha.
Depois do almoço era tempo de levantar o acampamento nas Furnas e rumar a Ponta Delgada em ritmo de passei, felizmente já com um tempo mais ameno, ainda que cinzento, nas que permitiu aos participantes apreciar as belezas da costa Sul da ilha, como por exemplo o magnífico ilhéu de Vila Franca.
Depois de um refrescante duche e uns momentos de repouso na Residencial Sete Cidades, realizou-se o jantar de encerramento no Restaurante Alcides, em Ponta Delgada, um local obrigatório para quem visita a cidade, para degustar o seu famoso bife regional, com pimenta da terra. Foi autenticamente a cereja em cima no bolo !
No parque de campismo das Furnas, durante o habitual briefing e distribuição dos mapa e das fotos dos waypoints, antes da terceira e última etapa deste WTC
A chuva ontem infelizmente foi uma constate, mas não conseguiu arrefecer os ânimos dos participantes
A "controlar" no Castelo Branco, com a bela Lagoa das Furnas em fundo, coberta com um manto de nevoeiro
Passagem na ribeira, a seguir às Lombadas
O cinzento infelizmente foi uma constante ao longo da terceira e última etapa deste WTC
Um aspecto do animado jantar de despedida no Restaurante Alcides em Ponta Delgada
A "mesa de honra" com o Filipe Elias, o Ernesto Cordeiro, o Luís Silva Melo e, claro, o meu grande colega de equipa Nicolau Wallenstein À semelhança dos restantes 4 dias de prova, durante a qual percorremos cerca de 700 kms, a animação e boa disposição foram uma constante durante o jantar, que encerrou com os discursos do Filipe Elias e do Luís Silva Melo, o organizador da prova e o presidente da Assembleia Geral do Clube Motard de S. Miguel (CMSM) respectivamente, a que se seguiram os brindes à organização e a todos os que permitiram tornar uma realidade esta prova na ilha do Arcanjo S. Miguel.
No final percebia-se que muitos colegas continentais ficaram com vontade de voltar, que mais não seja para se deliciarem com as imponente vistas que a chuva e o nevoeiro esconderam ontem, que só se podiam ver nas fotos do roadbook.
Da minha parte foi uma experiência inesquecível que não só permitiu-me voltar a andar de moto no meu terreno de eleição, na terra, fora de estrada, na ágil Honda Transalp, e sobretudo ganhar mais uns bons amigos que conto reencontrar em futuras provas de WTC no Continente, que de forma alguma perderei. Se na “minha ilha” os trilhos que percorremos mostraram-me tantos locais onde nunca dantes havia passado, imagino no Continente !
Resta-me felicitar o Filipe Elias, a Catarina Almeida e todos os que colaboraram afincadamente para que esta prova fosse uma realidade e um sucesso e, no meu caso como certamente de todos os restantes participantes, permitisse desfrutar de tantos quilómetros de prazer, em excelente companhia, ziguezagueando pelos trilhos da Ilha Verde. Regresso ao Continente com a alma cheia e autenticamente rejuvenescido !;-)
O meu muito obrigado também à Direcção do CMSM pelo amável convite para participar no WTC em representação do Clube, e também ao meu bom e velho amigo Nicolau Wallenstein, que foi incansável ao longo de toda a prova, com uma navegação irrepreensível que nos permitiu honrar as cores do nosso motoclube, bem como a todos os amigos Continentais que nos visitaram, com especial destaque, se me permitem, aos meus queridos amigos e amigas “mustafás”. Só foi pena que não pudessem ter vindo todos, mas estou certo que brevemente reunir-nos-emos noutro grande encontro, para contar e reviver as peripécias do WTC de S. Miguel.
Bem hajam todos e voltem sempre !