É isso mesmo, ESTAMOS DE VOLTA!
Depois de algumas semanas de férias e em que os elementos do grupo gozaram umas bem merecidas férias, eis que voltamos a juntar-nos no passado fim-de-semana para o ínicio da época 2009/2010 dos nossos passeios de aventura.
O entusiasmo era muito, a boa disposição reinava e as condições meteorológicas prometiam “maus caminhos”
Como de costume, reunimo-nos na estação de serviço habitual, onde procedemos a acertos de última hora, como a verficação da pressão do ar dos pneus e óleo na corrente, a qual exigiu alguém com alguma condição física

Acertos feitos, bora lá curtir!

Devido à realização de uma prova do Campeonato Regional de Ralis na Lagoa, achamos por bem direccionar o nosso passeio para a zona das Sete Cidades e arredores, de modo a não termos encontros de “3º grau”.
A vontade de todos era de explorar outras zonas da ilha que não esta, mas a segurança fala mais alto.
Anyway, a diversão começou na freguesia dos Arrifes, onde iniciamos a exploração de um trilho muito interessante e que desconhecia.



O Miranda estava eufórico com a sua KTM

A partir de um determinado ponto, as poças de água começaram a surgir, fruto das intensas chuvadas que a ilha tem sido alvo. Quase de certeza que a lama também ia surgir.


O Gregório foi como de costume o nosso guia. Adiantava-se no caminho e parava para nos avisar das zonas mais complicadas. Um verdadeiro “gentleman”.


Tal como esperavamos, a lama surgiu e tornou as coisas ainda mais interessantes.


Com um par de Metzeler Karoo T novos, ninguém parava a minha V-Strom, apesar do meu ânimo neste dia não estar em alta…

Neste trilho a paisagem era muito interessante, apesar do nevoeiro não permitir a sua observação em pleno.

Estes trilhos na freguesia dos Arrifes iam nos levar até bem perto das Sete Cidades e estavam a ser uma maravilha, permitindo um ritmo alegre.

No final deste percurso, tomamos uma pequena ligação pelo asfalto e entramos no trilho situado junto às 9 janelas, o qual leva-nos até à Cumeeira de cima das Sete Cidades.

A partir daqui, havia que ter alguns cuidados, dado que na semana anterior aquando da minha passagem, deparei-me com algumas zonas de valas algo acentuadas e piso muito solto e acidentado.
Com as fortes chuvadas dos últimos, este cenário confirmou-se, mas de uma forma mais acentuada e não tardou muito, até a primeira grande difiuldade surgir, sob a forma de uma lomba em sentido descendente, com uma vala a atravessar o ínicio da mesma.
A ultrapassagem da mesma teve que ser feita com calma e com um de nós a supervisionar a passagem, caso fosse necessário alguma ajuda.


No caso da minha mota, a ultrapassagem do obstáculo teve que ser mais cuidadosa, essencialmente devido ao centro de gravidade mais baixo em relação à KTM e Honda.
Mas ela lá passou

Quando chegou à vez do Miranda e da sua KTM, este obstáculo pareceu fácil demais, ou seja, ele ultrpassou-o sem pestanejar ou parar, deixando-nos “parvos” a olhar para ele. Grande maluco e grande mota!

A vista do trilho das Cumeeiras é, como sempre, fantástica, mesmo com mau tempo



O restante percurso não ofereceu dificuldades de maior e eu já começava a ficar um pouco mais animado, tendo encetado um ritmo interessante, talvez interessante demais…
Contudo, voltamos a sair das Sete Cidades e a rumar em direcção à freguesia dos Mosteiros, dado que a nossa intenção era voltar a fazer um trilho que nos leva desta freguesia até à Sete Cidades. Este trilho culmina com uma subida muito acentuada e com um piso super solto.
Há que ter pneus em condições de “trepar”



A lama ia surgindo em quantidades cada vez maiores, tornando o piso mais divertido, mas também mais escorregadio e perigoso.


É disso que gostamos!

Quando chegamos à dita subida, não tivemos hipótese de parar para fotografar a nossa passagem, dado que o piso estava muito irregular, isto é, valas e terra e pedra solta, levando a que a traseira da mota estivesse constantemente a varrer o terreno.
A sensação era porreira, mas exigiu um pouco do físico, dado que tivemos que nos agarrar bem ao guiador para aguentar as sacudidelas fortes que a mota transmitia.
Quando chegamos ao topo, sensação de alívio, mas ao mesmo tempo de vitória.
E a recta final desta subida, onde foi um gozo enorme rodar o punho direito.

Mereceu pausa para recuperar o fôlego, mas também para a foto do grupo.

Com as energias já repostas, voltamos aos trilhos, onde o objectivo era efectuar a subida do nosso adorado Caminho dos 3 Kms.

Mais uma pequena ligação por asfalto, que dá para relaxar um pouco e preparar a mente para as próximas dificuldades

Este tem jeito para o “stunt riding”

Não tardou nada e íniciamos o percurso em direcção ao Caminho dos 3 Kms, o qual é muito interessante, dado que o seu piso alterna terra com zonas de areia e lama.

Apesar de curtas, as zonas de areia são sempre bem-vindas, dado que além das praias, não temos muitos trilhos com piso de areia, o que nos deixa com pouco à vontade neste tipo de piso.

Adoro este tipo de travessias

Abram alas


O Caminho dos 3 Kms não estava muito mau e até fizemos o mesmo com alguma rapidez e à vontade. O entusiasmo era tamto que só efectuamos uma pequena paragem e nada mais.
Este é um percurso que já não tem segredos para nós.




A recta final é que estava mais degradada, exigindo mais atenção e “mão” na mota.

Que bela subida...

No topo, isto é, na Vista do Rei, a sempre deslumbrante vista sob as lagoas das Sete Cidades, que nem o nevoeiro consegue ofuscar a beleza. Aliás, confere um ar mais misterioso.

A partir deste ponto, íniciamos o nosso regresso a casa, mas sempre por percursos fora de estrada, com as habituais ligações por asfalto entre trilhos.

Este percurso em sentido descendente exigia algum cuidado e velocidade moderada. dado que existem várias lombas, entre as quais algumas que mais parecem paredes em vés de lombas. Para animar ainda mais as coisas, algumas valas manhosas.




Já perto do final, pequena paragem para descanso e correcção de alguns pormenores técnicos, como aperto no pedal de travão da KTM e aperto de um pisca da V-Strom.

Apesar de já estarmos em final de passeio e já um pouco cansados, continuamos por percursos fora de estrada, desta vez no trilho da Vigia das Feteiras, sentido freguesia da Relva, o qual ainda nos reservou algumas surpresas.


Quando menos esperava-mos, surgiram algumas zonas de lama, que mais parecia papa.
A travessia das mesmas foi feita com facilidade e até foi um momento divertido, mas os pneus chegaram a um ponto que quase desapareceram.

Ainda bem que coloquei um guarda-lamas dianteiro da Touratech, senão acho que o pneu deixava de rodar

Eu só me perguntava, será que há mais lama?


E a resposta à minha questão, mais lama!

Nem parecia que estavamos cansados

E os últimos kms até a casa, por trilhos situados na Lagoa, igualmente com água e lama.


E assim terminou o nosso passeio de ínicio de época 2009/2010.
Foi um passeio muito divertido, apesar de algo duro e perigoso em algumas zonas. Mas factores como este são sempre condimentos necessários a um passeio desta natureza, senão não seria um passeio de aventura.
No fim o cansaço estva espelhado nos nossos rostos, mas quando falavamos em algumas peripécias deste passeio, o sorriso rasgava de imediato a nossa expressão de cansaço.
Venham mais como este que a malta aguenta!
Estatísticas do passeio:
Número de motas: 3
Número de quedas: 0
Tempo deslocação: 02:14
Parado: 02:22
Deslocação média: 36.3 Km/h
Média geral: 17.6 Km/h
Velocidade máxima: 149 Km/h
Elevação máxima: 843 m
Ascenção total: 2271 m
Odómetro: 81.54 Km
Percurso do passeio:

Boas Curvas!