Continuando com o relato do Feriado Aventura de 8 de Dezembro e tal como indiquei na
1ª parte, o Miranda teve que regressar a casa para compromissos familiares, enquanto que Eu e o Gregório seguimos em frente à procura de um local para o almoço.
Pelo caminho, as paisagens fantásticas de Nordeste tornam a viagem mais agradável:

Como era feriado, só mesmo no centro de Nordeste é que encontramos um snack-bar aberto, onde fizemos a verdadeira pausa no passeio e nos deliciamos com um belo bife.
Rói-te de inveja Miranda, mas estava mesmo bom!

Após o almoço, era tempo de regressar aos “maus caminhos”
Eu cheguei a pensar que a parte da tarde iria ser mais calma e que os percursos a seguir seriam os de costume, ou seja, Tronqueira e Povoação.
Mas não, uma vez mais deixei nas mãos do Gregório a escolha do percurso e, como de costume, o Gregório voltou a surpreender-me e sugeriu que explorasse-mos os vários trilhos que não fazem parte dos percursos principais/mais conhecidos de Nordeste.
O que realmente pretendíamos era explorar mais a fundo Nordeste e arredores.
E assim foi, começamos por aventurar-nos por caminhos desconhecidos, os quais nos levavam a outros percursos e assim por diante.

Um factor comum a todos foi a presença constante da lama, mas com uma pequena diferença, isto é, antes a lama estava mais em estado bruto, agora era um tipo de lama mais fina, tipo manteiga, a qual estava muitas vezes misturada com erva, galhos de árvores, folhas de vegetação, etc, tornando o piso super escorregadio e com poucas zonas mais ou menos sólidas
Circular neste piso estava a ser uma aventura...
Algumas partes de alguns percursos suscitavam algumas dúvidas quando à sua acessibilidade ou possibilidade de continuar em frente. Por isso, nada como investigar antes de avançar.

O percurso acima era muito duvidoso e o GPS indicava que o mesmo não tinha continuidade. Decidimos confiar no GPS e partimos à exploração de outro percurso.

Por vezes alguns percursos tornavam-se mais complicados, porque quando chegava-mos ao fim dos mesmos não havia saída e tinha-mos que regressar para trás. Só que alguns destes percursos eram feitos em sentido ascendente, com lama e várias irregularidades e no regresso tinham que ser feitos em sentido descendente, tornando tudo mais divertido
Este próximo percurso era um daqueles que o GPS indicava sem saída, mas decidimos aventurar-nos no mesmo

.

Bem, este trilho estava super, mega, híper escorregadio e só era possível circular dentro dos regos que lá haviam, porque nas zonas verdes e que pareciam sólidas, a mota simplesmente patinava com a roda traseira, atascava e não avançava

.
Uma sensação de impotência sentir que estamos a dar acelerador, mas não avançamos nem um centímetro
Quando chegamos a um determinado ponto, foi “game over”, ou seja, deparamo-nos com uma inclinação coberta pela tal lama tipo manteiga, onde as motas só patinavam e mais nada
Aquilo estava demasiadamente húmido e enlameado e ainda por cima parecia que não tinha saída…

Ainda subimos á pé esta inclinação para analisar a viabilidade de um possível GRANDE esforço para ultrpassar-mos esta zona, mas não parecia que valesse a pena, especialmente quando eramos apenas 2.

O bom senso imperou e achamos por bem voltar para trás pelo mesmo caminho.

Para o Gregório a Dominator é um “brinquedo” e dar mei volta com ela não foi tarefa complicada.

O meu pneu traseiro conta bem a história destes trilhos, ou seja, muita lama e algum esforço físico pelo caminho no domínio da mota:

Nesta foto está tudo aparentemente bem…

Mas reparem nos meus pés, aliás, onde estão os meus pés???

Pois é, a coisa não estava nada fácil…
Mas o importante era não desanimar e seguir em frente.

Para nosso descanso, apanhamos alguns percursos com o piso mais sólido, sendo possível relaxar um pouco.
Porém, apanhamos alguns trilhos que apresentaram zonas de mata que foram alvo de desbaste e havia vegetação e galhos de árvores no chão, atrapalhando muitas vezes o nosso progresso, causando alguns desíquilibrios.

Nordeste estava a revelar-se duro e cansativo…

E que tal mais um pouco de lama???
Well, que se lixe, bora nessa!

Uma vez mais, arriscamos a entrada em mais um trilho duvidoso, mas igualmente super escorregadio e enlameado.

Este trilho era muito bonito, pois possuía uma maior envolvência com a natureza.


Que coisa mais linda!

Uma vez mais o GPS não se enganou, trilho sem saída. Reparem na descontinuidade do tracejado:

Desta vez não desperdiçamos energias e não seguimos em frente e voltamos para trás.
Nada como confiar lá de vez em quando no GPS.

A luz do dia já começava a diminuir gradualmente e, quando eu pensava que o Gregório ia dar por terminado o passeio, ele arranjava mais alguns percursos manhosos, mas interessantes de se fazer.
Esta zona provocou algumas perdas de tracção, devido a algumas valas escorregadias, mas com a ajuda mútua lá ultrapassamos estes pequenos imprevistos.

Seguiu-se uma passagem fabulosa pela zona do pico da vara, com alguns pequenos estradões onde, finalmente, rolamos um pouco mais relaxados, com alguma velocidade e “power slide” à mistura

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Uma pequena paragem no sempre fantástico percurso dos Graminhais, onde o frio já se fazia sentir de forma mais acentuada, obrigando a alguma protecção.
Que “briól” que estava…

A vista desta zona mais elevada é fantástica, mesmo com ao anoitecer:

Ao longe, o Vale das Furnas:

Bem, o passeio estava praticamente terminado e regressamos ao asfalto, pelo caminho do Salto do Cavalo, onde tivemos um encontro inesperado com um grupo de vacas, as quais estavam à solta no meio da estrada.
Imaginem lá o que é fazer uma curva e apanhar derrepente com estas “meninas”…

Com este encontro inesperado, o Feriado Aventura estava praticamente terminado.
O regresso até a casa foi feito pelo asfalto, se bem que o Gregório estava com vontade de continuar o passeio pela noite dentro, mas as obrigações familiares não perdoam e, desta vez, foi a minha vez de regressar a casa, aliás, regressamos os dois.
O que posso concluir deste passeio???
Foi fantástico!
Foi um passeio recheado de aventura e cujas dificuldades foram várias, quase sempre sob a forma de muita lama, aliada a muitas irregularidades nos percursos.
Exigiu de nós um pouco mais de concentração e esforço físico, mas no fim a satisfação era enorme pelo facto de termos sido persistentes e consistentes, não havendo azares de qualquer espécie.
Para o sucesso deste dia, a entre ajuda, a calma e alguma destreza, contribuíram de forma decisiva, mas tenho a certeza, que o companheirismo entre todos nós foi o factor mais importante para o sucesso deste passeio.
Deixo abaixo algumas estatísticas deste passeio:
Número de motas/participantes: 3 de manhã e 2 de tarde
Número de quedas: 0
Tempo Deslocação: 05:501
Parado: 04:18
Deslocação Média: 39.2 km/h
Média Geral: 21.1 km/k
Velocidade Máxima: 131 km/h
Ascenção total: 4999 m
Elevação Máxima: 952 m
Odómetro: 197.13 km
Trajecto do passeio by GARMIN:

Trajecto do passeio by GOOGLE EARTH:

Boas Curvas!
